Oklahoma, 1995: o pior atentado terrorista doméstico dos EUA

bombeiro com criança oklahoma
O bombeiro Chris Fields com Baylee Almon, uma das 168 vítimas fatais do atentado de Oklahoma. A trágica fotografia ganhou o Pulitz de 1996. Créditos: Charles Porter IV.

Em 1995 os Estados Unidos sofreram o mais letal ataque terrorista doméstico de sua história, quando Timothy James McVeigh, um ex-militar norte-americano condecorado, detonou um caminhão-bomba em frente a um prédio do governo federal na cidade de Oklahoma.

Com 168 mortos e aproximadamente 500 pessoas feridas, o governo norte-americano iniciou uma rápida caçada aos possíveis responsáveis do atentado. Traçou perfis de ataques de grupos extremistas, principalmente islâmicos.

Porém, quando o responsável pelo atentado foi detido, houve uma amarga surpresa: era Timothy James McVeigh, um ex-militar de ficha distinta e condecorado por bravura e heroísmo durante a primeira Guerra do Golfo (1990–1991).

bombeiro com criança e mcveigh
A vítima e o assassino. Créditos: Charles Porter IV; e Preston Chasteen.

1 ATENTADO DE OKLAHOMA

Às 9:02 da ensolarada manhã de 19 de abril de 1995, em frente ao edifício Alfred P. Murrah, do governo federal, encontrava-se estacionado um caminhão. Dentro deste, mais de duas toneladas (2,5 aproximadamente) de material convertido em explosivo.

Tratava-se de uma versão bem sofisticada de ANFO (Ammonium, Nitrate e Fuel Oil), um explosivo caseiro composto, basicamente, por nitrato de amônia e hidrocarbonetos líquidos (diesel, querosene, gasolina etc.).

McVeigh acionou o dispositivo detonador e saiu dirigindo tranquilamente um confortável Mercury 1977. A tremenda explosão que se seguiu pode ser vista a mais de 50 km do epicentro de impacto.

A terra tremeu, o céu desabou em chamas e pessoas foram dispersas a longas distâncias. O edifício federal teve suas vísceras (estruturas) expostas, a opinião pública veio abaixo e o terror e a insegurança tomaram conta da população.

Por acaso, o autor do atentado, já distante, foi parado por dirigir sem placa e, quando comparado com um dos retratos falados, reconhecido e detido. Sua identificação: Timothy James McVeigh.

edifício Alfred Murrah Federal Building
O edifício Alfred Murrah Federal Building antes do atentado. Créditos: Ho / AP Photo.
atentado de oklahoma
O edifício do governo foi severamente danificado pela explosão do caminhão bomba. Créditos: AP Photo.
atentado da cidade de oklahoma
O edifício do governo visto de outro ângulo. Créditos: Arquivo Madison.
bombeiros trabalhando em edifício
Bombeiros e defesa civil avaliando os danos ao prédio. Créditos: David J. Phillip / AP Photo.

2 TIMOTHY JAMES MCVEIGH

McVeigh, nova-iorquino, dono de um Q.I. 126, aspirante à boina verde, soldado condecorado e membro de destaque na famosa Operação Tempestade no Deserto em 1991 — largamente citada nos filmes de ação de Hollywood.

Também era membro da extrema direita e admirador de William Luther Pierce, fundador e líder da Aliança Nacional, um famoso grupo racista e antissemita norte-americano.

3 MOTIVAÇÕES DO ATENTADO

O atentado foi uma vingança pela morte de oitenta seguidores da seita Ramo Davidiano em Waco, entre outros supostos massacres cometidos pelo FBI, e o desprezo do governo nacional, chamado de “Besta”, por coibir o uso de armas de fogo da população.

McVeigh teve um cúmplice que lhe auxiliou na preparação, Terry Nichols, outro veterano. Nichols atualmente cumpre prisão perpétua em um presídio federal no Colorado.

4 EXECUÇÃO DE MCVEIGH

Em 11 de junho de 2001 — exatos três meses antes do 11 de setembro —, Timothy James McVeigh foi finalmente executado mediante aplicação de uma injeção letal.

A injeção continha três substâncias: uma para a perda da consciência; uma para cessar a respiração; e a última para provocar uma parada cardíaca.

Em menos de quinze minutos o procedimento foi concluído. Seu cadáver foi cremado e as cinzas levadas para local ignorado.

REFERÊNCIAS:
BITTENCOURT, Daniel. Atentado de Oklahoma foi vingança contra a morte de fanático no Texas. Acesso em: 6 abr. 2018.
FRANCO, Edson; TARAPANOFF, Fabíola. Grandes Crimes. Revista Galileu esp. São Paulo: Globo, n. 7, out., 2004.
Autor: Eudes Bezerra

30 anos, pernambucano arretado e graduado em Direito. Diligencia pesquisas sobre História Militar, Crime Organizado e Sistema Penitenciário (além de tudo que consta no site). Gosta de ler, escrever e planejar. Na Internet, atua de capacho a patrão, enfatizando a criação de conteúdo.

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