Curiosidades da Máfia e do Crime Organizado

Curiosidades da Máfia
Curiosidades da Máfia e do Crime Organizado: Créditos: Bettmann / Corbis / Getty Images; Montagem: Eudes Bezerra.

A Máfia há bastante tempo cativa o imaginário popular, tornando-se um importante elemento da cultura pop após ser extremamente romantizada nas telas de Hollywood. Entretanto, em sua origem, não possui nada de romântico ao se verificar as tais curiosidades da máfia.

Produzido por Francis Ford Coppola e baseada no livro de Mario Puzo, o primeiro filme da trilogia de O Poderoso Chefão, de 1972, arrebatou apaixonadamente o interesse pelo tema, que acabou por ser amplamente copiado e reproduzido em outros filmes e séries, sendo ainda hoje a maior referência do gênero.

Esta matéria que traz curiosidades do submundo do crime e vai mostrar que a suposta honra da famiglia Corleone e seus pares se restringe apenas às telonas do cinema.

Há, de fato, um duvidoso código de honra e lições importantes sobre a vida, mas não se engane: crime é crime.

Os organismos mafiosos, gângsteres e pré-mafiosos, como o Comando Vermelho (CV), o Primeiro Comando da Capital (PCC) e as milícias, sempre, sempre passarão por cima de tudo quando não conseguirem corromper o sistema.

Ainda hoje a Máfia, como a Cosa Nostra, encontra-se mais incrustada no poder e sofisticada do que nos tempos reais de sua fundação e que inspiraram O Poderoso Chefão, estão nos campos da política e dos negócios. Estão onde houver oportunidade de lucro (lícito ou ilícito).

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Cent’ anni!

SUMÁRIO

#1 Sam Giancana, o Açougueiro de Chicago, diante do Senado!
#2 O Cérebro da Máfia detido por vadiagem
#3 O carro-tanque do senhor de Chicago, Al Capone

CURIOSIDADES DA MÁFIA #1: O AÇOUGUEIRO DE CHICAGO NO SENADO!

Sam Giancana no Senado americano
Sam “Mooney” Giancana, 9 de junho de 1959. Créditos: ©Bettmann/Corbis/Getty Images, ID: 42-18968501.

O chefão mafioso Sam Giancana bastante à vontade durante a sua sessão de interrogatório na Comissão do Senado estadunidense contra o Sindicato do Crime (Cosa Nostra), 1959.

Reputado como o chefão de Chicago, Giancana invocou a Quinta Emenda da Constituição norte-americana — onde se crava o direito de permanecer calado — e se recusou a falar o que os congressistas desejavam escutar.

Salvatore Giancana, mais conhecido como Sam “Momo” Giancana, o Açougueiro de Chicago, tornou-se conhecido por sua falta de escrúpulos e por estar supostamente ligado a diversas mortes mundialmente famosas.

Mortes como os assassinatos dos irmãos Kennedy, John F. (Presidente dos Estados Unidos) e Robert F. (então candidato à Presidência), e do suposto suicídio de Marilyn Monroe (que teria sido realizado em parceria com a CIA, pois Monroe “sabia” demais devido ao seu envolvimento com a família Kennedy).

Sam “Momo” Giancana teve Al Capone como inspiração pessoal e profissional de trabalho, tendo, inclusive, trabalhado para este e possivelmente participado do famoso Massacre do Dia de São Valentim.

Giancana é por vezes apontado como a personificação do sonho antiamericano e o mais perverso chefão da Máfia, apesar de ter “concorrentes” duros no elemento crueldade, como o sociopata de cara angelical Benjamin “Bugsy” Siegel.

Momo (Louco) terminou assassinado em 1975 e sua morte costuma ser ironicamente considerada “justa” por pesquisadores, visto que sua vida parece ter sido motivada por pura violência.

REFERÊNCIA PRINCIPAL:
CARTER, Lauren. Os maiores gângsters da História. trad. Isabel Teresa Santos. Lisboa: Editorial Estampa, 2005.

CURIOSIDADES DA MÁFIA #2: MEYER LANSKY DETIDO POR VADIAGEM

o gângster Meyer Lansky
A máquina de ganhar dinheiro para o Crime Organizado: Meyer Lansk! Créditos: Orlando Fernandez, 1958. Library of Congress. New York World-Telegram & Sun Collection.

Acompanhado por um detetive de polícia, o gangster judeu Meyer Lansky — a inspiração para o personagem Hyman Roth, de O Poderoso Chefão, Parte II (EUA; Coppola, 1974) — desce despreocupadamente os degraus do departamento de polícia da 54th Street, em Nova Iorque, após ser autuado por vadiagem em 1958.

Essas táticas de autuações maçantes e sem maior respaldo jurídico eram empregadas pela polícia, para perturbar e exercer pressão sobre gangsteres e mafiosos que a Justiça não conseguia deter, processar e encarcerar.

Lansky ficou conhecido na história como “o Cérebro”, ou “o Homenzinho”, do crime organizado moderno e foi um dos alvos mais proeminentes do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Tornou-se conhecido por sua inteligência e capacidade de “escutar” e “traduzir” pensamentos.

Mesmo com diversos órgãos do governo no seu encalço por décadas, Meyer Lansky passou pouquíssimo tempo preso ou detido e encerrou sua carreira de delitos ao morrer tranquilamente aos 80 anos de idade.

Tão bem-sucedida foi a sua carreira que nos últimos anos de vida as agências do governo acabaram desistindo de prendê-lo.

REFERÊNCIA PRINCIPAIS:
CAWTHORNE, Nigel. A História da Máfia. trad. Guilherme Miranda. São Paulo: Madras, 2012.
CARTER, Lauren. Os maiores gângsters da História. trad. Isabel Teresa Santos. Lisboa: Editorial Estampa, 2005.

CURIOSIDADES DA MÁFIA #3: O CARRO-TANQUE DE AL CAPONE!

Curiosidades sobre a máfia carro de Al Capone
Decidido, Capone e seus pares tiveram a engenhosa ideia de transformar um Cadillac V8 em um autêntico carro-forte capaz de suportar as rajadas adversárias. Créditos: autoria desconhecida.

Durante a guerra contra as demais organizações criminosas, principalmente a North Side, pelo controle de Chicago, o lendário, soberbo e astuto Al Capone descobriu que a sua segurança era primordial e mais: que não estava acima de falhas.

O Cadillac teria uma blindagem de mais de mil quilogramas, janelas à prova de balas de 3 centímetro de espessura, uma sirene e uma luz vermelha piscante.

Também se teve a ardilosa ideia de se pitar o veículo automotor nas cores das viaturas da cidade de Chicago, para dissimular sua passagem e até abrir portas em momentos importantes, como busca e perseguição.

Ainda, acredita-se que o carro de combate de Al Capone veio a ser a primeira viatura com receptor da radiofrequência da polícia (provavelmente “autorizada” pela própria polícia, que se encontrava na folha de pagamento do mafioso).

REFÊNCIAS PRINCIPAIS:
CAWTHORNE, Nigel. A História da Máfia. trad. Guilherme Miranda. São Paulo: Madras, 2012.
Daily Mail. Gangster ride: Capone’s Cadillac complete with steel armour, bulletproof glass and painted like an old Chicago police car go on sale for £325,000. Acesso em: 20 maio 2014.

Novas curiosidades em outubro/2020!

Autor: Eudes Bezerra

33 anos, pernambucano arretado, bacharel em Direito e graduando em História. Diligencia pesquisas especialmente sobre História Militar, Crime Organizado e Sistema Penitenciário (além de tudo que consta no site). Gosta de ler, escrever e planejar. Na Internet, atua de capacho a patrão, enfatizando a criação de conteúdo.

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