Grã-Colômbia, o sonho de Simón Bolívar

Grã-Colômbia e Simon Bolívar
A Grã-Colômbia foi uma nação efêmera criada sob a liderança da elite colonial, alicerçada a partir das ideias de Simón Bolívar. Créditos: autoria desconhecida / Montagem: Eudes Bezerra.

A Grã-Colômbia foi uma nação efêmera criada sob a liderança dos criollos (elite colonial), alicerçada, sobretudo a partir das ideias do venezuelano Simón Bolívar — o Libertador.

Bolívar compreendia e defendia a ideia de uma nação territorialmente ampla e unida por fatores comuns, como o idioma espanhol e a religião católica.

O QUE FOI A GRÃ-COLÔMBIA?

Constituía-se dos Estados modernos da Colômbia, da Venezuela, do Panamá e do Equador, tendo como capital a cidade de Bogotá, na atual Colômbia.

A Grã-Colômbia nasceu de forma não oficial das decisões do Congresso de Angostura em 1819, mas conseguiu o status oficial de nação unificada em 1921.

Uma forte ideia que permeava a concepção da Grã-Colômbia respaldava no Panamericanismo tão tentando por Bolívar, que idealizava a união dos povos americanos independentes que haviam sido colonizados pela Espanha, o que deixava o Brasil de fora.

Teve influência, em meio a diversas divergências políticas, dos ideais da Revolução Francesa (1789), do Iluminismo e dos exemplos das ex-colônias inglesas e do Haiti.

Parte do nome Grã-Colômbia — Colômbia — deriva do hábil navegador, Cristóvão Colombo, que desembarcou no continente americano em 1492.

Territórios da Grâ-Colômbia Colômbia Venezuela Equador e Panamá
A Grã-Colômbia, que durou pouco mais de uma década, englobava os atuais países da Colômbia, da Venezuela, do Equador e do Panamá. Créditos: autoria desconhecida / Wikimedia Commons.
Bandeira da Grâ-Colômbia
Bandeira da Grã-Colômbia a partir de 1921 até o seu fim (1931). Créditos autoria desconhecida / Wikimedia Commons.

COMO SE DEU O FIM DA GRÃ-COLÔMBIA?

Sem dúvida, o maior dos empecilhos para o estabelecimento definitivo da Grã-Colômbia recaiu sobre os mesmos personagens-chave de tantas outras nações que surgiram após os processos de independências da América espanhola: os caudilhos (e a aristocracia criolla).

Os caudilhos, líderes carismáticos e regionais, conflitavam em diversos interesses políticos de modo que cada um pretendia assegurar e possivelmente ampliar os seus poderes pós-independência em suas localidades.

A proximidade de cada caudilho e da aristocracia local em geral com a população imediatamente vinculada se mostrou um fator muito mais forte e difícil de ser quebrado do que as próprias guerras de independências.

Ora por carisma ora por medo, a população local acabava por aderir à aristocracia local, visto que era ela que primeiro poderia solucionar as suas questões — algo bem diferente do centro do governo geral que, particularmente, parecia uma ideia abstrata por se encontrar bem distante fisicamente.

Esses conflitos políticos, que ocorriam em toda a Grã-Colômbia, também recebiam apoio externo, como dos EUA e da Inglaterra, e isso acabava por minar a pretensão de existência da nação.

Dessa forma, antigos aliados das guerras de independência desfizeram vínculos, tornando-se adversários e até inimigos, o que fatalmente ocasionou a fragmentação da então nação conhecida como Grã-Colômbia.

A morte Simón Bolívar, ocorrida em 17 de dezembro 1930, acabou com os poucos e frágeis pilares existentes do país que findou fragmentado em 1931.

Grã-Colômbia e Simon Bolívar
O Libertador Simón Bolívar. Créditos: Ricardo Acevedo Bernal.

REFERÊNCIAS

PRADO, Maria Ligia; PELLEGRINO, Gabriela. História da América Latina. 1. ed., 2ª reimpressão. São Paulo: Contexto, 2016.

VINCENTINO, Cláudio; DORIGO, Gianpaolo. História Geral e do Brasil. São Paulo: Scipione, 2002.

IMAGEM(NS):
Buscou-se informações para creditar a(s) imagem(ns), contudo, nada foi encontrado. Caso saiba, por gentileza, entrar em contato: [email protected]

PALAVRAS-CHAVE SECUNDÁRIAS: crise na América espanhola, independência da América espanhola, os libertadores, Bolívar, Sucre, San Martín, América, Grã-Colômbia, Colômbia, Venezuela, Panamá, Equador.

Autor: Eudes Bezerra

33 anos, pernambucano arretado, bacharel em Direito e graduando em História. Diligencia pesquisas especialmente sobre História Militar, Crime Organizado e Sistema Penitenciário. Gosta de ler, escrever, planejar e principalmente executar o que planeja. Na Internet, atua de despachante a patrão, enfatizando a criação de conteúdo.

Publicações de Eudes Bezerra