Tenoctitlán, 1521: a conquista do Império Asteca

ilustração da batalha de Tenoctitlán em 1521
A Conquista do México, de William Prescott.

Em 13 de agosto de 1521, após uma longa e sangrenta batalha entre espanhóis e astecas, a suntuosa capital do império ameríndio, Tenoctitlán, sucumbiu diante as forças espanholas comandadas pelo conquistador Hernán Cortez. A invasão consumada arruinou a tradição asteca, enriqueceu os cofres da coroa espanhola e escancarou as portas da porção centro-sul do continente americano aos insaciáveis desbravadores e conquistadores europeus.

A derradeira batalha do império americano foi uma ação de cerco e teria durado aproximadamente três meses, quando Cortez, auxiliado por milhares de aliados indígenas inimigos dos astecas, cortou as rotas de suprimentos de Tenoctitlán, ao passo que impediu a saída de seus habitantes e iniciou um bombardeio marítimo à mesma.

Cortez, astuciosamente, dividiu suas forças em terrestres e anfíbias (“aquáticas”): em terra, três grandes frentes de combate foram dispostas e ficaram sob o comando de conquistadores (soldados espanhóis); nos rios que circundavam a capital em Estado de Sítio, o comandante espanhol liderou uma frota de barcos especialmente desenvolvidos para o cerco: eram pequenos, versáteis e bem defendidos contra as flechas astecas, além do poder de fogo diferenciado: cada unidade estava armada com arqueiros indígenas aliados e um canhão espanhol.

O resultado esperado pelos espanhóis finalmente chegou, quando o chefe asteca, Cuautémoc, foi rendido e levado ao encontro de Hernán Cortez. O asteca teria chorado e lamentado: “Não posso mais. Fui trazido diante de você como prisioneiro. Tire sua adaga do cinto e me mate imediatamente”. Cortez ordenou que seus subalternos que o aprisionassem, para depois torturá-lo em virtude de saber se existiam ou não estoques de ouro escondidos, ocasião em que finalmente executou o último líder asteca.

Os números de mortos são gerais e se calcula que, unindo as baixas dos dois lados, aproximadamente duzentos mil ameríndios tenham sido mortos, o que gerou um forte cheiro de carne podre que teria incomodado o próprio Cortez… Mas o conquistador ibero sabia: era o cheiro da conquista.

REFERÊNCIAS:
CORTEZ, Hernan. A Conquista do México. trad. Jurandir Soares dos Santos. Porto Alegre: L&PM, 2011.
CUMMINS, Joseph. As Maiores Guerras da História. trad. Vania Cury. Rio de Janeiro: Ediouro, 2012.
MCLYNN, Frank. Heróis e Vilões. trad. Adriana Marcolini e Constantino Kouzmin-Korovaeff. São Paulo: Larousse do Brasil, 2008.
WHITE, Matthew. O grande livro das coisas horríveis: a crônica definitiva das cem piores atrocidades da história. trad. Sergio Moraes Rego. Rio de Janeiro: Rocco, 2013.
Autor: Eudes Bezerra

31 anos, pernambucano arretado e graduado em Direito. Diligencia pesquisas especialmente sobre História Militar, Crime Organizado e Sistema Penitenciário (além de tudo que consta no site). Gosta de ler, escrever e planejar. Na Internet, atua de capacho a patrão, enfatizando a criação de conteúdo.

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