6 Cicatrizes da Primeira Guerra Mundial

terreno cheio de buracos de trincheiras e bombas
Local da Batalha do Rio Somme, França. Notam-se crateras e parte do sistema de trincheiras utilizado durante o período de desgaste. Disputada entre os dias de 24 de junho e 18 de novembro de 1916, o Rio Somme foi tingindo de vermelho-sangue na sangrenta luta de trincheira que deixou mais de 1 milhão e 100 mil mortos. Somente no primeiro dia da ofensiva com infantaria, em 1º de julho, os britânicos contaram mais de 57 mil cadáveres.
Créditos: Michael St. Maur Sheil.

Após 100 anos do início do gigantesco conflito armado que remodelou o século XX — o Século da Violência — e que ficou conhecido como a Primeira Guerra Mundial, muitas das marcas feitas através do aço e fogo ainda permanecem abertas como verdadeiras cicatrizes e sobreavisos.

As fotografias abaixo fazem parte de um grande ensaio fotográfico realizado pelo irlandês Michael St. Maur Sheil. Você pode conferir mais fotografias como as que seguem abaixo no site (em inglês) do próprio fotógrafo: Western Front Photography.

campo com arco-íris
Local da Batalha de Messines, Bélgica. O campo que era um elevado de 76 m de altura conhecido como a Crista de Messines veio abaixo em 7 de junho de 1917, quando 21 túneis recheados de minas britânicas foram detonados causando a morte de milhares de alemães em poucos segundos. A detonação fora tão violenta que foi ouvida do outro lado do Canal da Mancha, em Londres, a 210 km de distância. Foi a mais brilhante e bem-sucedida operação de sapa da guerra – os túneis foram cavados sob as posições germânicas durante longos 12 meses e têm sua relevância questionada. Créditos: Michael St. Maur Sheil.
terreno com cicatrizes por causa da guerra
Local da Batalha de Verdun, França. Solo retorcido, acidentado e mais uma vez remexido pelas solapas de aço e fogo franco-germânicas. No decorrer de 21 de fevereiro a 18 de dezembro de 1916, em Verdun, próximo à capital francesa, travou-se a maior batalha individual da guerra, onde franceses e alemães se mostraram determinados. Por vezes os franceses estiveram próximos de uma desastrosa derrota, mas resistiram. Terminou de forma inconclusiva.
Créditos: Michael St. Maur Sheil.
buraco de uma grande explosão
Cratera de Lochnagar, Somme, França. Bem preservada, percebe-se o gigantesco poder de destruição causado por uma das minas terrestres empregadas durante a Grande Guerra. A explosão ocorreu no dia 1º de julho de 1916, quando os soldados britânicos investiram contra os alemães. As perdas fatais britânicas, somente neste dia, foram superiores a 57 mil.
Créditos: Michael St. Maur Sheil.
terreno acidentado por explosões
Butte de Vaquois, França. A guerra fez a vila e, de modo incrível, parte do morro sumirem. O solo da localidade é caracterizado por gigantescas crateras que parecem insistir em se manter inalteradas, mesmo com quase 100 anos de abertas. Créditos: Michael St. Maur Sheil.
campo com vegetação baixa
Floresta de Belleau, França. Onde antes se impunha uma gigantesca floresta, hoje restam campos de colheitas. Belleau foi um dos primeiros locais a receber tropas norte-americanas na guerra. Créditos: Michael St. Maur Sheil.
REFERÊNCIAS:
CAWTHORNE, Nigel. As Maiores Batalhas da História: Estratégias e Táticas de Guerra que Definiram a História de Países e Povos. trad. Glauco Dama. São Paulo: M. Books, 2010.
WILLMOTT, H.P. Primeira Guerra Mundial. trad. Cecília Bartalotti, Myriam Campello, Renato Aguiar. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008.
SHEIL, Michael St. Maur. Western Front Photography. Acesso em 24 de junho de 2014.
UOL. Cicatrizes da Guerra: paisagens da Europa que não se recuperaram da Primeira Guerra Mundial. Acesso em 4 jun. 2014.
Autor: Eudes Bezerra

31 anos, pernambucano arretado e graduado em Direito. Diligencia pesquisas especialmente sobre História Militar, Crime Organizado e Sistema Penitenciário (além de tudo que consta no site). Gosta de ler, escrever e planejar. Na Internet, atua de capacho a patrão, enfatizando a criação de conteúdo.

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