Marie Curie: a primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel

Marie Curie em seu laboratório
A brilhante física polaco-francesa Marie Curie em seu laboratório. Créditos: Hulton Archive / Getty Images.

Você tem noção de quantas dificuldades uma mulher precisava enfrentar no século 19 para correr atrás dos seus sonhos? Marie Curie foi uma dessas mulheres pioneiras. Tanto por causa da sua determinação e coragem, como por causa das suas descobertas científicas.

Se você já ouviu falar sobre radioatividade, deve saber quem foi Marie Curie. Nesse artigo você vai ficar sabendo sobre vida pessoal e profissional, descobertas, Prêmio Nobel e a morte de Marie Curie. Continue acompanhando para saber mais detalhes dessa incrível história.

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Boa leitura!

SUMÁRIO

1 Onde nasceu e como foi a vida pessoal de Marie Curie?
2 Vida acadêmica e profissional de Marie Curie
3 As descobertas de Marie Curie e o Prêmio Nobel
4 Marie Curie: morte
5 Curiosidades sobre Marie Curie
⠀⠀5.1 Marie teve que se esforçar muito mais por ser mulher
⠀⠀5.2 A cientista descobriu que é possível medir a força da radiação do urânio
⠀⠀5.3 Marie sugeriu a existência de outro elemento mais radioativo que o urânio
⠀⠀5.4 A descoberta desses elementos colaborou para o desenvolvimento de aparelhos médicos
⠀⠀5.5 Não foi apenas Marie e o marido que ganharam um prêmio Nobel
Referências

1 ONDE NASCEU E COMO FOI A VIDA PESSOAL DE MARIE CURIE?

Marie Curie nasceu em 7 de novembro de 1867 em Varsóvia, na Polônia. Marie era filha de um professor de matemática e física, Wladyslaw Sklodowski e da pianista, cantora e professora Bronsilawa Boguska.

Marie era a caçula de cinco filhos. Desde muito cedo, demonstrou ser uma aluna exemplar. Aos 11 anos, Marie Curie sofreu duas perdas: sua mãe morreu vítima de tuberculose e sua irmã mais velha morreu de tifo.

Naquela época, a Polônia fazia parte da Rússia czarista e estabelecia restrições aos poloneses. Em 1883, Marie ganhou uma medalha de ouro por ter completado todo o curso ginasial.

marie curie trabalhando e olhando para câmera
A física vencedora do Prêmio Nobel de Física de 1903. Prêmio que compartilhou com o marido, Pierre Curie. Marie foi a primeira mulher a ganhar um prêmio Nobel. Créditos: Hulton Archive / Getty Images.

2 VIDA ACADÊMICA E PROFISSIONAL DE MARIE CURIE

Marie Curie sempre foi estimulada pelo pai a se interessar pela ciência. Aos 15 anos, a polonesa terminou os estudos e passou a trabalhar como governanta e professora para conseguir pagar os estudos da irmã mais velha.

A irmã se formou em Medicina e auxiliou Marie Curie a realizar o seu sonho: estudar na Sorbonne. Com 24 anos, em 1891, Marie partiu para Paris para continuar estudando e aprimorar seus conhecimentos em física e química.

Naquela época, a jovem resolveu adotar a forma francesa para o seu nome. Marie viveu em um sótão, quase sem nenhum ar e com orçamento apertado para se alimentar. Em 1893, Marie se graduou em Física. Um ano depois, terminou a graduação em Matemática.

Marie ficou em primeiro lugar no exame para o mestrado de Física. Um ano depois, foi a segunda colocada no mestrado para Matemática. Em 1895, a polonesa conheceu Pierre Curie. Na época, Pierre trabalhava em um Laboratório de Química e Física Industrial. Eles se casaram no ano seguinte.

Marie Curie Pierre Curie e Irene Curie
Por volta de 1899: a física polonesa Marie Curie e seu marido, o químico francês Pierre Curie (1859-1906), de mãos dadas com sua filha, Irene, no jardim de sua casa perto de Paris, na França. Créditos: Hulton Archive / Getty Images.

3 AS DESCOBERTAS DE MARIE CURIE E O PRÊMIO NOBEL

Em 1898, depois de Marie ter sua primeira filha, Irene, ela inicia os estudos sobre a radioatividade. Foi Henry Becquerel que descobriu o fenômeno dois anos antes.

As pesquisas que Marie Curie realizou com ajuda do seu marido, fizeram com que ela descobrisse dois novos elementos químicos. O polônio e o rádio. O nome do elemento químico polônio foi dado em homenagem, por causa do país natal de Marie.

A pesquisa do casal fez com que novos caminhos fossem explorados na pesquisa médica e científica. Na época, muitos outros cientistas estudaram sobre o assunto.

Em 1903, Marie defendeu sua tese e conseguiu o título de doutora pela Universidade de Sourbonne. Com isso, Marie tornou-se a primeira mulher a receber o título de doutora pela universidade.

No fim do mesmo ano, Marie e seu marido receberam o Prêmio Nobel de Física por terem descobertos o polônio e o rádio. Um ano depois, nasceu a segunda filha de Marie, Eve.

Seu marido faleceu em 1906, vítima de um atropelamento. Mesmo assim, Marie continuou estudando sobre a radioatividade.

Em 1911, Marie recebeu outro prêmio Nobel em química. Dessa vez, por suas pesquisas com as propriedades do rádio e as características dos seus compostos. Foi assim que ela se tornou a primeira pessoa a ganhar duas vezes um prêmio Nobel.

4 MARIE CURIE: MORTE

Marie Curie faleceu na Suíça, em Sancellemoz, no dia 4 de julho de 1934. Sua morte foi devido a uma leucemia, ocasionada pela exposição aos elementos radioativos. Todos os seus órgãos vitais estavam comprometidos.

Marie Curie idosa
Nascida na Polônia, Marie fez fama na França de onde se projetou para o mundo. Créditos: Keystone / Getty Images.

5 CURIOSIDADES SOBRE MARIE CURIE

Se você achou que a história de Marie Curie acaba por aí, se engana. Abaixo você confere cinco curiosidades sobre a cientista.

5.1 Marie teve que se esforçar muito mais por ser mulher

Marie foi considerada uma gênia da ciência, sendo que naquela época as oportunidades para as mulheres eram poucas. Isso vale, principalmente, na academia.

Como dito anteriormente, Marie terminou o colegial com 15 anos. Mesmo assim, a cientista não conseguiu ingressar na Universidade de Varsóvia, na Polônia. Isso porque, a universidade não aceitava estudantes do sexo feminino.

5.2 A cientista descobriu que é possível medir a força da radiação do urânio

Como sabemos, a cientista e o seu marido desenvolveram a teoria da radioatividade. Assim, Marie descobriu que é possível medir a força da radiação do urânio. Porém, não para por aí.

Marie também descobriu que a intensidade da radiação é proporcional à quantidade de tório ou urânio no composto. Além disso, ela também descobriu que a habilidade de emitir radiação não depende apenas da disposição dos átomos em uma molécula. Na verdade, dependia do interior do próprio átomo.

5.3 Marie sugeriu a existência de outro elemento mais radioativo que o urânio

Durante suas pesquisas, Marie percebeu que alguns compostos químicos possuíam mais radiação do que o urânio. Foi aí que ela sugeriu a existência de outro elemento mais radioativo que ele. E ela estava certa. O polônio é 400 vezes mais radioativo que o urânio.

5.4 A descoberta desses elementos colaborou para o desenvolvimento de aparelhos médicos

A partir da descoberta do polônio e do rádio, um novo aparelho foi descoberto: o raio X. Enquanto acontecia a Primeira Guerra Mundial, a cientista foi a campo carregando aparelhos portáteis de raio X. A ideia era ajudar a cuidar dos soltados que estavam feridos por conta da guerra.

Ela também contribuiu com a ciência ao aprisionar o gás que havia no rádio. Esse gás foi levado em tubos para o tratamento de pessoas com câncer em hospitais do mundo inteiro.

5.5 Não foi apenas Marie e o marido que ganharam um prêmio Nobel

A primeira filha do casal, Irene, também ganhou um prêmio Nobel em química, no ano de 1935.

Marie Curie em seu laboratório
Marie Curie em seu laboratório. Créditos: autoria desconhecida / Getty Images.


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REFERÊNCIA (S):

BBC. Marie Curie (1867-1934). Acesso em: 30 dez. 2018.
Biography. Marie Curie Biography. Acesso em: 30 dez. 2018.
Encyclopedia Britannica. Marie Curie. Acesso em: 30 dez. 2018.
The Nobel Foundation 1903. Marie Curie – Biographical. Acesso em: 30 dez. 2018.
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Autor: Eudes Bezerra

31 anos, pernambucano arretado e graduado em Direito. Diligencia pesquisas especialmente sobre História Militar, Crime Organizado e Sistema Penitenciário (além de tudo que consta no site). Gosta de ler, escrever e planejar. Na Internet, atua de capacho a patrão, enfatizando a criação de conteúdo.

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