Esparta: origem, sociedade, educação e política

300 de esparta
Esparta representada por seus famosos hoplitas, uma das classes de guerreiros mais famosas e contempladas da história. Créditos: Total War: ROME II – Spartan Edition / Fotomontagem: Eudes Bezerra.

Esparta foi uma das principais cidades-estados da Grécia Antiga, rivalizando juntamente com a cidade de Atenas.

Geograficamente, estava situada na parte sudeste da Península do Peloponeso.

Na questão militar Esparta construiu um dos exércitos mais temidos e respeitados da Antiguidade, o que historicamente se explica por ter sido originada pelos dórios, um povo militarmente forte.

Os dórios adentraram Esparta em busca de terras férteis, a cidade se desenvolveu bem e o aumento da população fez com que os espartanos tivessem a necessidade de conquistar territórios realizando guerras, tendo em meados do século VIII a.C. já conquistado a planície da Lacônia.¨

camiseta hoplita espartano vestindo história

ÍNDICE

1 Educação dos espartanos
2 Esparta foi uma das principais regiões
3 Sociedade Espartana: principais características
4 Política Espartana
5 Religião Espartana
Referências

1 EDUCAÇÃO DOS ESPARTANOS

A educação em Esparta começava aos 7 anos de idade para os homens e aos 12 para as mulheres.

O treinamento consistia em atividades física e psicológica, de cunho militarista, para transformar os homens em obedientes e poderosos guerreiros.

Com 30 anos o guerreiro espartano se tornava um oficial e ganhava os direitos políticos. A mulher espartana também passava por treinamento militar e muita atividade física para ficar saudável e gerar filhos fortes para o exército.

As mulheres espartanas, além de treinadas para o combate, recebiam educação para conduzir todos os assuntos domésticos na ausência dos maridos.

Podiam frequentar as assembleias e as competições desportivas.

Não obstante, os únicos a terem direitos políticos na sociedade espartana eram os que descendiam diretamente dos dórios; eles eram servidos pelos periecos (descendentes dos aqueus conquistados e que praticavam o comércio e artesanato) e hilotas (escravos capturados durante as guerras).

Na questão política, Esparta dividia o poder entre dois reis (Diarquia), um militar e outro religioso, que governavam respeitando as decisões da Gerúsia, conselho composto por 28 anciãos com mais de 60 anos, e a Apela que era o conselho formado por espartanos acima de 30 anos.

pintura de cavaleiro espartano
Um vaso da antiga Esparta, retratando um cavaleiro com pássaros e talvez Nike (Vitória). Créditos: Jastrow / Museu Britânico.

2 ESPARTA FOI UMA DAS PRINCIPAIS REGIÕES

O poder militar de Esparta foi extremamente importante nas Guerras Médicas, as quais ela estava combatendo os persas e chegou a se unir a Atenas e outras cidades para impedir a invasão do inimigo comum.

O exército espartano foi fundamental na defesa terrestre durante as batalhas, como na mundialmente famosa e exemplar Batalha das Termópilas.

Após as Guerras Médicas, a luta pela soberania territorial grega colocou Atenas e Esparta em posições contrárias.

De 431 a 404, ocorreu a Guerra do Peloponeso entre Atenas e Esparta, que foi vencida pelos espartanos.

batalha das termópilas
A histórica resistência suicida espartana na Batalha das Termópilas retumba na história como respaldo de uma das maiores sociedades guerreiras da história. Créditos: autoria desconhecida.

3 SOCIEDADE ESPARTANA: PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

Em Esparta a sociedade era estamental, por assim dizer. Existia pouca mobilidade social.

Esparta estava dividida da seguinte forma:

  • Esparcíatas: eram os cidadãos de Esparta. Filhos de mães e pais espartanos, haviam recebido a tradicional educação espartana. Esta camada social era composta por políticos, integrantes do exército e ricos proprietários de terras. Só os esparcíatas tinham direitos políticos.
  • Periecos: eram pequenos comerciantes e artesãos. Moravam na periferia da cidade e não possuíam direitos políticos. Não recebiam educação, porém tinham que combater no exército, quando convocados. Eram obrigados a pagar impostos.
  • Hilotas: levavam uma vida miserável, pois eram obrigados a trabalhar quase de graça nas terras dos esparcíatas. Não tinham direitos políticos e eram alvos de humilhações e massacres. Chegaram a organizar várias revoltas sociais em Esparta, combatidas com extrema violência pelo exército.


4 POLÍTICA ESPARTANA

  • Reis: a cidade de Esparta era governada por dois reis que possuíam funções militares e religiosas. Tinham vários privilégios.
  • Assembleia: constituída pelos cidadãos, que se reuniam na Apela (ao ar livre) uma vez por mês para tomar decisões políticas como, por exemplo, aprovação ou rejeição de leis.
  • Gerúsia: formada por vinte e oito gerontes (cidadãos com mais de 60 anos) e os dois reis. Elaboram as leis da cidade que eram votadas pela Assembleia.
  • Éforos: formado por cinco cidadãos, tinham diversos poderes administrativos, militares, judiciais e políticos. Atuavam na política como se fossem verdadeiros chefes de governo.


5 RELIGIÃO ESPARTANA

Religião politeísta, sendo a Deusa Atena (deusa da sabedoria) a mais reverenciada.


Gostou de retomar este momento histórico? Conte-nos o que achou e até breve!



REFERÊNCIA(S):

BRAICK, Patrícia Ramos; MOTA, Myriam Becho. História: das cavernas ao terceiro milênio. 3ª ed. reform. e atual. São Paulo: Moderna, 2007.
GILBERT, Adrian. Enciclopédia das Guerras: Conflitos Mundiais Através do Tempo. trad. Roger dos Santos. São Paulo: M. Books, 2005.
GIORDANI, Mário Curtis. História da Grécia. 2ª ed. Petrópolis: Vozes, 1972.
VINCENTINO, Cláudio; DORIGO, Gianpaolo. História Geral e do Brasil. São Paulo: Scipione, 2002.
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Autor: Eudes Bezerra

31 anos, pernambucano arretado e graduado em Direito. Diligencia pesquisas especialmente sobre História Militar, Crime Organizado e Sistema Penitenciário (além de tudo que consta no site). Gosta de ler, escrever e planejar. Na Internet, atua de capacho a patrão, enfatizando a criação de conteúdo.

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