Hunos: História, características e a era Átila, o Huno

história dos hunos
Resumo dos hunos, os cavaleiros das Estepes que invadiram a Europa como um enxame, principalmente quando na era de Átila, o Huno! Créditos: autoria desconhecida / Montagem: Eudes Bezerra.

A história dos hunos, os misteriosos cavaleiros das Estepes Asiáticas que varreram povos e tribos, saquearam e extorquiram impérios, tudo em um verdadeiro enxame implacável nos IV e V, principalmente quando liderados pelo seu principal rei, Átila, o Flagelo de Deus!

Agora os líderes das diversas nações [bárbaras] esperavam pelo aceno de Átila como uma multidão de escravos.

Quando ele indicava seus desejos, mesmos que apenas por um olhar, cada um vinha à frente, tremendo atemorizado e, em qualquer circunstância, fazia o que lhe fora ordenado.

Átila era o senhor supremo de todos os reis.
(JORDANES, citado por: MATYSZAK, 2013, p. 229, acréscimo nosso)

Boa leitura!

SUMÁRIO DA HISTÓRIA DOS HUNOS

1. Origem dos Hunos
2. A Máquina de Guerra dos Hunos: o exército huno
⠀⠀2.1 Arcos hunos
⠀⠀2.2 Cavalos hunos
⠀⠀2.3 Guerra psicológica dos hunos
3. Economia dos hunos: saques, pilhagens e tributos
4. Surgimento dos Hunos no Oriente!
⠀⠀4.1 Hunos contra os Alanos e Godos (Visigodos e Ostrogodos)
⠀⠀4.2 Os Hunos atacam o Império Romano do Oriente
5. Apogeu dos Hunos: a era Átila, o Huno
6. Os Hunos atacam o Império Romano do Ocidente
⠀⠀6.1 Átila amplia suas alianças com Francos e Vândalos
⠀⠀6.2 Átila tenta desunir romanos e visigodos em vão
⠀⠀6.3 Batalha dos Campos Catalúnicos: A grande derrota dos hunos
⠀⠀6.4 Átila invade a Península Itálica rumo a Roma
⠀⠀6.5 Átila e o Papa Leão I
7. A morte de Átila, o Flagelo de Deus
8. Fim dos hunos
Referências

1. ORIGEM DOS HUNOS

Incerta. Também não se sabe concretamente o motivo do deslocamento dos hunos para o Oeste, chegando finalmente à Europa.

Há uma grande quantidade de estudos indicando as mais diversas origens, mas tudo indica que sejam originários das Estepes Asiáticas, sendo a soma de vários grupos étnicos ao longo do tempo.

Como não possuíam língua escrita, não deixaram registros escritos, sendo muitas dos seus registros realizados por povos estrangeiros, o que dificulta ou compromete determinados pontos.

estepes asiáticas de onde vieram os hunos
Os hunos habitavam as Estepes Asiáticas e que no ano de 300 d.C. teriam começado as suas invasões de modo arrasador contra outros povos, como os alanos no Cáucaso e logo em seguida os godos na Ucrânia. Créditos: Pierre Jean Durieu / Foto do Vale Orkhon, na Mongólia.

2. A MÁQUINA DE GUERRA DOS HUNOS: O EXÉRCITO HUNO

Os hunos eram treinados desde a infância para que se tornassem fortes guerreiros, o que se mostrou doloroso ao típico modo de combate europeu, marcadamente caracterizado por sua lentidão.

2.1 Arcos hunos

O arco composto e recurvo utilizados pelos Hunos, a principal arma de ataque da horda huna, era excepcional e não encontraria nenhum rival à altura na Europa.

Os hunos eram capazes de disparar seus arcos com facilidade e precisão e das mais variadas formas sobre cavalos em galopes velozes, de modo que competições internas eram comuns e incentivadas para prática de tiro ao alvo.

Fatores como esse incentivavam a maestria do uso do arco sobre cavalos pelos cavaleiros hunos.

arcos dos hunos
O pequeno, mas extremamente potente arco huno permitia aos arqueiros montados grande flexibilidade tanto para investidas quanto para falsas retiradas (emboscadas). Créditos: autoria desconhecida.

2.2 Cavalos hunos

Cavalos. Os hunos, como demandava a tradição das Estepes Asiáticas, davam grande valor à mobilidade na guerra, sendo o cavalo peça-chave na sua estratégia.

Um cavaleiro huno, inclusive, poderia trocar de montaria várias vezes ao dia para manter o ritmo de combate.

Há referências que indicam os hunos como os inventores ou propagadores dos estribos, uma peça de cavalaria aparentemente simples, mas de extrema importância para o apoio dos pés dos cavaleiros.

Controvérsias à parte, os estribos, no entanto, só seriam adotados séculos depois na Europa.

2.3 Guerra psicológica dos hunos

Mestres no Terror. Os hunos não ficaram registrados na história como guerreiros formidáveis e impiedosos à toa.

Era comum massacres que objetivavam tanto a conquista quanto a ameaça direta àqueles que se opusessem aos seus interesses.

O ataque de Átila a Naissus (Nis, na Sérvia) em 443 foi algo tão devastador que, quando os embaixadores romanos passaram pelo lugar para encontrar Átila, oito anos depois, o cheiro de morte ainda era tão intenso que ninguém pôde entrar na cidade.

Tiveram que acampar do lado de fora da cidade, perto do rio cujas margens estavam cobertas de ossos humanos. (CAWTHORNE, 2010, p. 77)

Ataques brutais, como o realizado à cidade de Naissus, propunham uma reflexão sincera a futuros opositores dos cavaleiros das estepes.

3. ECONOMIA DOS HUNOS: SAQUES, PILHAGENS E TRIBUTOS

Sendo pastores nômades, grande parte da renda dos hunos provinha de saques e tributos de povos ameaçados ou conquistados, sendo os tributos verdadeiras extorsões na prática em fator alto valor requisitado (e por vezes inúteis).

O Império Romano do Oriente se tornou um grande pagador de tributos aos hunos, que sempre estavam a aumentar os valores e fazer saques, visto que a força romana oriental se mostrava impotente aos versáteis hunos.

Havia ainda sempre um grande rebanho que peregrinava com os hunos e desse rebanho se retirava leite, carne e a própria montaria para guerra.

hunos saqueando
Os hunos investiram contra os impérios de seu tempo, inicialmente contra o futuro Império Bizantino (Império Romano do Oriente) e posteriormente contra o Império Romano do Ocidente. Créditos: Georges Rochegrosse / Wikimedia Commons.

4. SURGIMENTO DOS HUNOS NO ORIENTE!

Os hunos avançaram rumo à Europa ainda no século IV, forçando diversos outros povos, como Godos e Alanos, a migrarem para o Ocidente.

Provavelmente vindos do norte da Ásia Central, teriam iniciado seu aparentemente imparável avanço ao norte dos mares Cáspio e Negro, chegando à atual Ucrânia.

Tiveram contato imediato com diversas tribos germânicas, ora conquistando em batalha ora fazendo acordos de parceria, acabando por criar uma confederação sob a liderança huna.

O mais notório efeito da chegada dos Hunos foi o efeito dominó, que empurrou ao menos centenas de milhares de germanos para as fronteiras dos impérios romano do Ocidente e do Oriente.

4.1 Hunos contra os Alanos e Godos (Visigodos e Ostrogodos)

Diante do avanço huno, que já havia arrasado os alanos com facilidade, o velho rei godo, Hermanrico, suicidou-se prevendo a incapacidade de conter a força invasora.

Vithimer, sucessor do rei godo que se suicidou, enfrentou os hunos tendo a derrota e a morte que Hermanrico previra (e evitou).

Assim, por volta de 375, os Godos teriam se fragmentado em duas principais partes ― por isso vemos Visigodos e Ostrogodos, Godos Ocidentais e Godos Orientais, respectivamente.

Os Ostrogodos (Godos do Leste/Oriente) entraram para federação huna, diferentemente dos Visigodos que migraram para o Ocidente, empurrando várias outras tribos às frágeis fronteiras romanas.

Os Alanos, anteriormente atacados, também se dividiram em uma divisão bem semelhante a dos godos, ficando conhecidos por Alanos no Ocidente e Alanos do Oriente.

cavaleiro dos hunos atacando
Os alanos possuíam semelhanças guerreiras com os hunos, mas foram incapazes de combatê-los. Créditos: autoria desconhecida.

4.2 Os Hunos atacam o Império Romano do Oriente

Apesar dos avanços dos hunos, o Império Romano do Oriente parecia não se importar, mesmo com os hunos se estabelecendo entre as atuais Ucrânia e a Romênia.

Somente na virada do século, precisamente no ano de 400, Uldin, o então rei huno, enviou a cabeça de um líder godo ao imperador romano oriental: era um convite para a guerra.

Ao passo disso, os hunos já se estabeleciam na Hungria onde encontraram amplos pastos para o seu grande rebanho.

Os hunos se espalharam rapidamente, fazendo estragos imensos e assediando povos e cidades sob domínio ou proteção do Império Romano do Oriente.

Sempre subjugado nas batalhas, o império romano oriental concordou em pagar tributos e concessões aos hunos, como:

  • Tributo anual (com consecutivos aumentos);
  • Não acolhimento de desertores da confederação huna, assim como a entrega dos que estivessem sob a proteção romana;
  • Compromisso do império oriental de não se aliar aos inimigos dos hunos; e
  • Vantagens comerciais aos hunos.
mapa do império dos hunos
Com as suas investidas a partir leste no fim do século IV, os hunos se sediaram nos pastos da atual Hungria e redondezas por conta dos seus enormes rebanhos de cavalos e outros animais, onde formariam um grande império ― a era de ouro dos hunos. Créditos: autoria desconhecida.

5. APOGEU DOS HUNOS: A ERA DE ÁTILA, O HUNO

Durante as investidas hunas contra o Império Romano do Oriente, iniciou-se a era de ouro dos hunos sob a liderança de Átila, o Flagelo de Deus.

Com a chegada de Átila ao poder por volta do ano de 430, os hunos conheceram o grande poder do seu império, sediado estrategicamente na Hungria.

Átila, após vencer ― e provavelmente matar ― seu irmão, Bleda, arrebatou os hunos em uma campanha extremamente rápida, violenta e implacável.

Átila, que ficaria conhecido como O Flagelo de Deus, conhecia profundamente seu povo e era um grande guerreiro, além de marqueteiro de primeira que sabia tirar proveito das oportunidades que surgiam.

Com a liderança e astúcia de Átila, os hunos estiveram soberbamente ricos e eram temidos por todos, como se fossem uma verdadeira praga que rapidamente consumia uma colheita, passando para a próxima e assim sucessivamente.

Apesar dos tributos e aparente paz conciliadora, os hunos pressionaram ainda mais o império oriental, conseguindo angariar um tributo anual de 2 mil libras romanas.

Um cronista da campanha grega de 447 relatou: ‘Houve tanta morte e derramamento de sangue que ninguém poderia contar o número de mortos.

Os hunos pilharam as igrejas e os monastérios, e chacinaram os monges e as virgens….

A devastação da Trácia [nos Balcãs] foi tamanha que ela jamais se erguerá de novo’”. (CAWTHORNE, 2010, p. 77, acréscimo nosso)

Apesar de humilhado diversas vezes pelos hunos, que ainda continuaram a invadir e pilhar, o Império Romano do Oriente teve finalmente a sua tranquilidade, quando Átila direcionou seu exército para o Império Romano do Ocidente.

átila rei dos hunos
Átila, filho do rei Mundzuk, após assassinar o seu irmão, Bleda, havia conseguido apoio de grande parte dos hunos, prometendo saques e vitórias lendárias ― tudo que os hunos desejavam ouvir. Créditos: autoria desconhecida.

6. OS HUNOS ATACAM O IMPÉRIO ROMANO DO OCIDENTE

Apesar de algumas investidas já realizadas no Ocidente, o ano de 450 marca a invasão definitiva para sacudir de vez o já decadente Império Romano do Ocidente.

Para viabilizar a invasão definitiva do mundo ocidental, os hunos buscaram alianças, encontrando-as com os fortes Francos e Vândalos.

6.1 Átila amplia suas alianças com Francos e Vândalos

Unindo forças com os Francos e Vândalos (entre os Vândalos se encontravam os Alanos Ocidentais) em aproximadamente 451, a federação dos hunos teria tomado proporções gigantescas em questão de números e poder.

Entre os fatores que teriam influenciado Átila a se lançar sobre a Europa Ocidental, encontram-se:

  • Fraqueza e decadência do império ocidental;
  • Influência do sagaz rei Vândalo, Genserico, que via nos Visigodos a única ameaça real ao poderio da federação;
  • Fragmentação e disputas entre os próprios aliados francos, o que atendia aos interesses hunos; e o
  • Envio de um anel de Justa Grata Honória, irmão do imperador ocidental (Valentiniano III), que, pedindo a ajuda de Átila ao enviar seu anel, acabou por ser interpretada como uma proposta de casamento, cujo dote seria o próprio Império Romano do Ocidente para Átila.

6.2 Átila tenta desunir romanos e visigodos em vão

Átila, anteriormente ao acordo com francos e vândalos, havia tentado desunir de vez, através de cartas, os visigodos e os romanos.

Contudo, conseguiu o efeito contrário:

Para dividir seus adversários, Átila enviou simultaneamente duas mensagens respectivamente a Valentiniano III e ao rei visigodo, Teodorico I, que se tornara praticamente independente do império [os visigodos eram federados dos romanos à época].

Ao primeiro declarava o intuito de punir os federados infiéis [Godos do Ocidente – Visigodos].

Ao segundo oferecia uma aliança contra os romanos.

O resultado dessa tentativa foi a união entre visigodos e romanos” (GIORDANI, 1970, p. 59, acréscimos nosso)

Átila marchou com os hunos para Orleans, na Gália. Os hunos e toda a sua federação, que incluía Ostrogodos, Gépidas, Alanos Orientais entre tantos outros.

O caminho realizado pela federação deixou um rastro de destruição por onde passou, igualmente como havia acontecido com tantas outras cidades antes prósperas.

No entanto, essa seria a última grande investida huna, ainda que a sua derrota não tenha sido catastrófica, mostrou à própria federação huna que os hunos poderiam ser derrotados diante de uma boa liderança e preparo.

6.3 Batalha dos Campos Catalúnicos: A grande derrota dos hunos

No marco trágico da história dos hunos, teve-se o início da decadência dos cavaleiros asiáticos quando as forças hunas se confrontaram contra o decadente Império Romano do Ocidente por ocasião da Batalha dos Campos Catalúnicos, na Gália (atual França).

A Batalha dos Campos Catalúnicos, travada em 20 de junho de 451, teria sido extremamente brutal e se diz que os espíritos dos mortos continuaram a lutar por semanas…

Lendas à parte, na batalha, os romanos foram liderados pelo chamado Último Grande Romano, Flávio Aécio, em aliança com os numerosos e fortes Visigodos (Godos do Oeste/Ocidentais).

Além destes, outros tantos povos se uniram, enfrentaram e venceram a igualmente formidável coalizão liderada pelos hunos.

A Batalha dos Campos Catalúnicos mostrou que os hunos, antes imbatíveis, não apenas poderiam ser vencidos, como incitou desconfiança entre a os povos dominados da própria federação. Créditos: autoria desconhecida.

A Batalha foi a última grande campanha de Roma e se tratou de uma derrota retumbante contra Átila, que teria sido poupado por Aécio (Átila e Aécio eram velhos conhecidos e chegaram até a lutar juntos no passado).

Os hunos, apesar da batalha perdida, não foram definitivamente derrotados, mas seu exército se encontrava enfraquecido e assolado por pestes e com fome.

Buscando se reorganizar, retrocederam até a Panônia (“Hungria”).

meroveu vencendo os hunos
Escultura de bronze representando a vitória do rei merovíngio Merovech sobre os exércitos de Átila, o Huno em 451. As dissidências internas dos próprios francos fizeram com que parte do seu poder migrasse para o lado romano. Créditos: Emmanuel Fremiet, 1867 / Coleção do Museu Metropolitano de Arte (The MET), Nova Iorque, EUA.

6.4 Átila invade a Península Itálica rumo a Roma

Logo em 452, as forças hunas mais uma vez marcharam violentamente, dessa vez contra a própria capital do império, Roma, para desespero do imperador Valentiniano III.

Ocorre que o imperador romano não possuía qualquer tropa disponível que pudesse rechaçar a iminente invasão dos hunos.

Átila, por sua vez, desejava saques e pilhagens para recompor seu exército e saciar os ânimos da sua própria federação.

Também ainda estaria determinado a se casar com Justa Grata Honória para receber seu suposto dote.

No desespero, o papa Leão I foi enviado para o encontro de Átila, que o aceitou receber.

os hunos invadindo a Itália
Invasão dos hunos à Península Itálica levou desespero aos habitantes e ao próprio imperador, que não possuía tropas para vencer o enxame huno. Créditos: Ulpiano Checa, 1887.

6.5 Átila e o Papa Leão I

Ao invadir a Península Itálica ao norte, Átila e os hunos teriam freado seu avanço depois de uma breve conversa com o Papa Leão I.

Não se sabe exatamente o motivo da desistência de invadir Roma, mas costumeiramente se diz que Átila teria ficado impressionado com o “espírito” do papa.

Outras vezes que Átila teria ficado satisfeito com um pagamento em ouro e prata realizado em segredo pelo papa.

Ainda, um dos motivos secundários que podem ter influenciado no recuo dos hunos recai sobre o fato de Átila desejar uma nova ofensiva contra o Império Romano do Oriente, cujos tributos haviam sido encerrados.

O imperador do oriente, Marciano, que veementemente havia cancelado os tributos, também parecia estar montando uma ofensiva contra os hunos.

O fato é que os hunos se retiraram da Itália para além do rio Danúbio.

encontro de átila o huno com o papa leão i
O encontro do papa Leão I com Átila nos portões de Roma. Acima podem ser vistas as imagens de São Pedro e São Paulo, que “apoiaram” o Papa no seu encontro com o Flagelo de Deus. Créditos: O encontro de Leão I e Átila, de Rafael Sanzio, 1514, Museu do Vaticano, Vaticano.

7. A MORTE DE ÁTILA, O FLAGELO DE DEUS

Após o retorno às suas posses, Átila enviou um ultimato ao imperador do oriente para que retomasse o pagamento dos tributos.

Contudo, em 453, Átila morreu logo após se casar com uma germana chamada Ildico de origem gótica (Godos).

Não se sabe ao certo a causa da morte do histórico líder huno. Átila teria morrido após um banquete em circunstâncias misteriosas, como aconteceu com outro grande conquistador, Alexandre, o Grande.

Átila teria sofrido uma hemorragia interna na qual seus guardas o encontrariam morto ao amanhecer. Átila teria expelido bastante sangue pelo nariz.

morte de átila o huno
A morte de Átila, o Huno. Créditos: Paczka Ferenc.

8. FIM DOS HUNOS

Após a morte de Átila, os hunos entraram em franco declínio acentuado por não terem líderes fortes como os antecessores.

Os Ostrogodos, antes “vassalos” dos hunos, teriam iniciado uma rebelião que ganhou a aderência de outros povos subjugados, timbrando definitivamente a queda dos hunos.

Atualmente, diversas nações, como a Hungria, e algumas regiões se reconhecem como herdeiras de Átila e do Império dos Hunos…

estátuta de átila o huno na hungria
Estátua em homenagem à Átila, na Hungria, onde se pode encontrar diversas. Créditos: Walid Nohra, Praça dos Heróis, Budapeste, Hungria.

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REFERÊNCIA(S):

BEARD, Mary. SPQR: uma história de Roma Antiga. trad. Luis Reyes Gil. São Paulo: Planeta, 2017.
BRAICK, Patrícia Ramos; MOTA, Myriam Becho. História: das cavernas ao terceiro milênio. 3ª ed. reform. e atual. São Paulo: Moderna, 2007.
CAWTHORNE, Nigel. As Maiores Batalhas da História: Estratégias e Táticas de Guerra que Definiram a História de Países e Povos. trad. Glauco Peres Dama. São Paulo: M. Books, 2010.
CAWTHORNE, Nigel. Os 100 Maiores Líderes Militares da História. trad. Pedro Libânio. Rio de Janeiro: DIFEL, 2010.
CUMMINS, Joseph. As Maiores Guerras da História. trad. Vania Cury. Rio de Janeiro: Ediouro, 2012.
GILBERT, Adrian. Enciclopédia das Guerras: Conflitos Mundiais Através do Tempo. trad. Roger dos Santos. São Paulo: M. Books, 2005.
GIORDANI, Mário Curtis. Antiguidade Clássica II: História de Roma. Petrópolis: Vozes, 1965.
GIORDANI, Mário Curtis. História dos Reinos Bárbaros I. Petrópolis: Vozes, 1993.
GIORDANI, Mário Curtis. História dos Reinos Bárbaros II. Petrópolis: Vozes, 1993.
MATYSZAK, Philip. Os inimigos de Roma. trad. Sonia Augusto. Barueri, SP: Manole, 2013.
MCLYNN, Frank. Heróis e Vilões. trad. Adriana Marcolini e Constantino Kouzmin-Korovaeff. São Paulo: Larousse do Brasil, 2008.
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Autor: Eudes Bezerra

33 anos, pernambucano arretado, bacharel em Direito e graduando em História. Diligencia pesquisas especialmente sobre História Militar, Crime Organizado e Sistema Penitenciário. Gosta de ler, escrever, planejar e principalmente executar o que planeja. Na Internet, atua de despachante a patrão, enfatizando a criação de conteúdo.

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