Os Jardins Suspensos da Babilônia

Jardins Suspensos da Babilônia
O monumento teria sido construído por volta do final do séc. VI a.c., ao sul da atual cidade de Bagdá (Iraque), onde se localizava a então capital do império babilônico. Pintura: os Jardins Suspensos da Babilônia, de Martin Heemskerck, séc. XVI. Ao fundo da pintura, encontra-se a Torre de Babel.

No berço das primeiras grandes civilizações da história ocidental, entre os rios Eufrates e Tigre, brotam os esplendorosos Jardins Suspensos da Babilônia — uma das sete maravilhas da Antiguidade. Erguidos como demonstração de amor do rei babilônio à esposa preferida, o monumento — com cerca de 100 metros de altura — foi erigido ao sul da Mesopotâmia.

Relatos antigos mostram que observando a tristeza e nostalgia em que vivia Amitis, sua esposa preferida, Nabucodonosor II ordenou a construção que lhe imortalizaria. Amitis (ou Amythis), era filha do rei rival do reino de Média e casou-se com o rei babilônio selando a aliança entre os dois reinos. Amitis sentia forte saudade da sua terra natal, dos arredores montanhosos e do verde dos campos, bem diferentemente do que tinha na Babilônia: “planícies e mais planícies depressivas”.

Então, o poderoso líder político, grande comandante militar e cruel quando no trato com seus adversários, Nabucodonosor II, ao se encantar por Amitis, ofereceu-lhe o monumento quase mítico — que ficaria conhecido como uma das sete maravilhas do mundo antigo.

As fontes que indicam as medições dos jardins são confusas, mas, em todos os casos, extraordinárias. Acredita-se que tenha tido aproximadamente 100 metros de altura por 121 de comprimento. Teriam formas abobadadas (seriam semelhantes às pirâmides egípcias). Há muitas fontes antigas que indicam quilômetros quanto ao comprimento — e algumas em que a altura seria muito superior aos 100 metros.

Ao contrário do que se costuma dizer, os jardins não seriam suspensos, mas sobrepostos — andar por andar. Ocorre que, como podiam ser vistos de longe (mesmo de fora da cidade), causavam a impressão de que fossem suspensas, já que suas fundações não eram avistadas por causa das muralhas que protegiam o reino. Com isso, dava-se a impressão de que fossem pequenas elevações ou mesmo montanhas com árvores no topo.

O monumento era repleto de ostentação. Diversas espécies de árvores frutíferas, flores fragrantes e esculturas enalteciam os andares. Também havia piscinas e fontes. A água descia por cascatas deslizando até chegar nos lagos artificiais.

Para bombear a água até o topo da altíssima construção, grande e eficiente teria que ser o mecanismo. Este é um fato que não se sabe como teria sido, já que os registros da construção são poucos e muitas vezes vagos. Foram encontrados poços gigantescos que teriam sido utilizados nesse bombeamento, mas com poucas informações preservadas.

Dentre as hipóteses, há a de que os babilônios teriam se valido da correnteza dos rios Eufrates e Tigre, mais o auxílio de escravos que trabalhavam com espécies de roldanas em que vasos estavam fixados a um mecanismo que os levava ao topo dos jardins. Dessa forma, funcionando como elevadores, os vasos despejavam água no cume e retornavam à fonte para serem preenchidos com água para novamente fazer o movimento. O fato é que há grandes discussões a respeito e o consenso parece estar longe.

Por mais que se imagine a beleza e imponência dos Jardins Suspensos, pouco se sabe como foi destruído — ou mesmo se foi construído. Das sete maravilhas do mundo antigo, esta é a que menos se sabe. Nabucodonosor II não deixou registro de sua obra — o que se sabe é através de histórias de viajantes.

REFERÊNCIAS:
Angel Fire. Os Jardins Suspensos da Babilônia. Acesso em: 7 jul. 2014.
GIORDANI, Mário Curtis. História da Antiguidade Oriental. 13 ed. Petrópolis: Vozes, 1969.
MARTON, Fabio. Jardins Suspensos da babilônia.  Acesso em: 7 jul. 2014.
Portal São Francisco. Os Jardins Suspensos da Babilônia.  Acesso em: 7 jul. 2014.
SAID, Guilherme. A Antiga Babilônia.  Acesso em: 7 jul. 2014.
Autor: Eudes Bezerra

31 anos, pernambucano arretado e graduado em Direito. Diligencia pesquisas especialmente sobre História Militar, Crime Organizado e Sistema Penitenciário (além de tudo que consta no site). Gosta de ler, escrever e planejar. Na Internet, atua de capacho a patrão, enfatizando a criação de conteúdo.

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