Roma: Divisão do Império Romano (Resumo)

divisão do império romano
Divisão do Império Romano e a tentativa de recobrar a antiga glória. Crises financeiras e sociais e conflitos internos e externos. Créditos: autoria desconhecida / Fotomontagem: Eudes Bezerra.

Divisão do Império Romano, a necessária tentativa de recobrar a glória de Roma de outrora. Crises financeiras, agrárias e sociais, disputas e conflitos internos e externos.

A divisão em Império Romano do Ocidente e Império Romano do Oriente facilitou a administração, mas foi insuficiente para conter a grave crise do século III.

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Boa leitura!

SUMÁRIO DA DIVISÃO DO IMPÉRIO ROMANO

1. Por que o Império Romano se dividiu?
2. Quando o Império Romano se dividiu?
3. Qual imperador dividiu o Império Romano?
4. Novas capitais romanas: Roma e Constantinopla
Referências

1. POR QUE O IMPÉRIO ROMANO SE DIVIDIU?

Nos séculos I e II da Era Cristã, o Império Romano viveu um período de esplendor e relativa paz na chamada Pax Romana (Paz Romana).

Contudo, cada vez mais extenso e com uma administração cada vez mais centralizada, problemas de gestão começaram a surgir (grande parte do poder nessa época se concentrava nas mãos do imperador).

Em meados do século III Roma se encontrava em sérias crises financeiras e agrárias com a inflação atingindo níveis alarmantes, o que resultou na alta dos preços e levantes da população.

Externamente, as fronteiras eram sacudidas com levas e mais levas de povos bárbaros, sobretudo germânicos, como godos (visigodos e ostrogodos), alamanos, vândalos, francos e lombardos.

Visando uma melhorar administração e o enfrentamento de cada problema por gestores mais próximos de cada problema, ocorreu a divisão do Império Romano em duas partes.

Mapa da divisão do Império Romano
Mapa da divisão do Império Romano em Ocidente e Oriente. Créditos: autoria desconhecida.

2. QUANDO O IMPÉRIO ROMANO SE DIVIDIU?

O Império Romano se dividiu formalmente em 395 após a morte do imperador Teodósio I.

Anteriormente, por volta do ano 300, em uma tentativa fracassada de se reorganizar, o império ficou dividido em 4 partes, na chamada Tetrarquia de Diocleciano.

A Tetrarquia, na teoria, dividia o império em duas partes e em cada uma dessas partes novamente se dividiria em outras duas partes, tendo, assim, apenas dois governantes.

Um dos governantes seria o responsável pelo exército e outro pela administração. Também havia a ideia um ficar no comando das principais regiões e o outro para regiões menos importantes.

Entretanto, na prática, pelo caráter beligerante e poder cada vez maior dos militares que colocavam e tiravam os imperadores do poder, a tetrarquia poderia afundar Roma em novas guerras civis, como já tinham ocorrido no passado.

3. QUAL IMPERADOR DIVIDIU O IMPÉRIO ROMANO?

Cerca de um século após a tentativa da tetrarquia, em 395, o imperador Teodósio I, também conhecido como Teodósio, o Grande, dividiu formalmente o vasto Império Romano em duas porções, ficando uma conhecida como Império Romano do Ocidente e a outra como Império Romano do Oriente.

Assim, Teodósio I também ficou conhecido como o último imperador a governar Roma em sua composição máxima.

Teodósio I e a divisão do império romano
Moeda cunhada em homenagem ao imperador Teodósio I, também conhecido como Teodósio, o Grande. Créditos: autoria desconhecida / Wikimedia Commons.

4. NOVAS CAPITAIS ROMANAS: ROMA E CONSTANTINOPLA

O império do Ocidente ficou sediado inicialmente em Roma e a capital da porção oriental ficou na magnífica Constantinopla, que também seria chamada de Bizâncio (antigo nome dado pelos gregos, por isso o termo Império Bizantino).

A cidade de Constantinopla se recebeu uma série de investimentos e se tornou mais próspera e rica que Roma, além de ser incrivelmente mais fácil de ser defendida atrás de suas imponentes muralhas. Muralhas estas que por volta de 410 receberiam uma segunda linha com Teodósio II.

Constantinopla também representava um ponto estratégico que ligava a Europa Continental à Ásia Menor e sobreviveria por mais mil após a queda do Império Romano do Ocidente, fato consumado oficialmente em 476, quando Odoacro, rei germânico dos Hérulos, depôs o último imperador do Ocidente, Rômulo Augusto.

queda de Roma após a divisão do império romano
Deposição de Rômulo Augusto em 476 assinala oficialmente a queda do Império Romano do Ocidente. Créditos: Thomas Cole.

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REFERÊNCIA(S):

BEARD, Mary. SPQR: uma história de Roma Antiga. trad. Luis Reyes Gil. São Paulo: Planeta, 2017.
CAWTHORNE, Nigel. As Maiores Batalhas da História: Estratégias e Táticas de Guerra que Definiram a História de Países e Povos. trad. Glauco Peres Dama. São Paulo: M. Books, 2010.
CUMMINS, Joseph. As Maiores Guerras da História. trad. Vania Cury. Rio de Janeiro: Ediouro, 2012.
GILBERT, Adrian. Enciclopédia das Guerras: Conflitos Mundiais Através do Tempo. trad. Roger dos Santos. São Paulo: M. Books, 2005.
GIORDANI, Mário Curtis. Antiguidade Clássica II: História de Roma. Petrópolis: Vozes, 1965.
GIORDANI, Mário Curtis. História dos Reinos Bárbaros I. Petrópolis: Vozes, 1993.
GOLDSWORTHY, Adrian. Em nome de Roma: conquistadores que formaram o Império Romano. trad. Claudio Blanc. São Paulo: Planeta do Brasil, 2016.
KULIKOWSKI, Michael. Guerras Góticas de Roma. trad. Glauco Micsik Roberti. São Paulo Madras, 2008. https://amzn.to/2GcPt3C
MACEDO, José Rivair. Conquistas Bárbaras. In.: MAGNOLI, Demétrio (org.). História das Guerras. 5 ed. São Paulo: Contexto, 2011.
WOOLF, Alex. Uma nova história do mundo. São Paulo: M. Books do Brasil Editora Ltda, 2014.
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Autor: Eudes Bezerra

33 anos, pernambucano arretado, bacharel em Direito e graduando em História. Diligencia pesquisas especialmente sobre História Militar, Crime Organizado e Sistema Penitenciário. Gosta de ler, escrever, planejar e principalmente executar o que planeja. Na Internet, atua de despachante a patrão, enfatizando a criação de conteúdo.

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