Roma: Império Romano (Resumo)

Império Romano e seus legionários
O Império Romano (27 a.C. – 476 d.C.) representou o período de maior esplendor da Roma Antiga e é reconhecida por seu legado ao Ocidente. Resumo. Créditos: autoria desconhecida.

O Império Romano desponta como o mais procurado período da Roma Antiga, ainda que a República Romana tenha sido muito mais complexa. Filmes e séries elevam Roma ao máximo e mostram o quão influente a civilização romana foi na formação do mundo ocidental.

Com Otaviano, que governou como Augusto (27 a.C.-14 d.C), Roma gozou de uma época de paz e estabilidade. Ele criou o sistema de governo conhecido como principado, que mantinha muitas das instituições da República, como o Senado, mas confiava ao imperador o poder político supremo.

Com o tempo, os imperadores ficaram cada vez mais autocráticos e o Senado se reduziu a um corpo consultivo.

Depois de morto, Augusto passou a ser adorado como um Deus, e essa tradição se manteve para todos os imperadores bem-sucedidos que o sucederam.

Com tanto poder concentrado nas mãos de um homem só, o estado do império dependia, inevitavelmente, da qualidade do imperador. (WOOLF, 2014, p. 72)

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Boa leitura!

SUMÁRIO

1. Império Romano – Resumo
2. Decadência da República Romana e nascimento do Império Romano
3. Pax Romana (Paz Romana): séculos I e II da Era Cristã
4. Principado x Dominato
5. Divisão do Império Romano
⠀⠀5.1 Tetrarquia de Diocleciano
⠀⠀5.2 Conquistas de Constantino, o Grande
⠀⠀5.3 Império Romano do Ocidente e Império Romano do Oriente
6. Sociedade no império romano
7. Economia no império romano
8. Religião no império romano: Paganismo e Cristianização do império
⠀⠀8.1 Por que os romanos perseguiram os cristãos?
⠀⠀8.2 Édito de Milão: fim do paganismo
⠀⠀8.3 Édito de Tessalônica
9. Cultura no império romano
10. Queda do Império Romano
⠀⠀10.1 Fatores Internos
⠀⠀10.2 Fatores Externos
⠀⠀10.3 Marco da queda do Império Romano do Ocidente
11. Legado do Império Romano
Referências

1. IMPÉRIO ROMANO – RESUMO

O Império Romano (27 a.C. – 476 d.C.) é o período de maior esplendor da Roma Antiga e é reconhecida por seu legado ao Ocidente.

A partir da investidura de Otávio como imperador do agora Império Romano, inauguram-se os períodos conhecidos como o principado e a Pax Romana, na qual Roma desfrutaria de boa paz, crescimento econômico e militar nos séculos I e II da era cristã.

Nos séculos III e IV, entretanto, o império se encontrava em crise financeira e algumas tentativas administrativas ocorreram, como a tentativa de controlar a forte inflação e a própria divisão do império, que por sua magnitude e poder centralizado, não se mostrava mais eficiente.

Houve a tentativa de tetrarquia, que trouxe mais problemas e guerras civis, mas no final a divisão do império romano acabou formalizada em Império Romano do Ocidente (com sede inicial em Roma) e Império Romano do Oriente (com sede em Constantinopla).

O século V, o último do Império Romano do Ocidente ficou marcado pelas invasões bárbaras, sobretudo as germânicas e huna, que já vinham ocorrendo desde o século III e acabariam por decretar oficialmente o fim da Roma Antiga como se conhecia.

O Império Romano do Oriente, que ficou conhecido também como Império Bizantino, duraria quase mil anos a mais até ser sobrepujado pelos turcos otomanos na Batalha de Constantinopla em 1453.

Odoacro depondo Rômulo Augusto do Império Romano
Rômulo Augusto sendo deposto por Odoacro, rei germânico dos hérulos. As insígnias imperiais de Rômulo foram enviadas ao Império Romano do Oriente, que, sem ter como mudar o fato, aceitou a queda de Roma. Créditos: autoria desconhecida.

2. DECADÊNCIA DA REPÚBLICA ROMANA E NASCIMENTO DO IMPÉRIO ROMANO

Já durante a fase republicana de Roma, o seu vasto território era impressionante — crescimento maior que o da fase imperial — e isso trouxe muito mais do que riquezas e poder à Roma, trouxe corrupção, necessidade de reformas, revoltas, conflitos e até guerras civis.

A vastidão dos domínios revelava os mais diversos tipos de adversários vencidos ou reduzidos à “aliados” de Roma. Generais romanos disputavam entre si na política e por vezes nos campos de batalha, colocando romanos contra romanos.

Em suma, no fim do século II a.C. os problemas da república começaram a se intensificar e no século seguinte a república chegou ao fim, mais precisamente em 27 a.C., com a chegada ao poder imperial de Otaviano (ou Otávio), sobrinho-neto e filho adotivo de Júlio César (assassinado em 44 a.C.).

Otávio havia vencido a guerra contra Marco Antônio, antigo braço direito de Júlio César, e a rainha do místico Egito, Cleópatra, fato consumado na Batalha Naval do Áccio em 31 a.C..

Batalha do Áccio império romano
A Batalha do Áccio, 2 de setembro de 31 a.C.. Créditos: Lorenzo A. Castro. Obra constante no Museu Marítimo Nacional, Londres, Inglaterra.

3. PAX ROMANA (PAZ ROMANA): SÉCULOS I E II DA ERA CRISTÃ

Uma série de reformas autoritárias solidificaram o alicerce do império, o que permitiu um logo período de paz conhecido como Pax Romana, na qual por aproximadamente 200 anos Roma teria uma relativa paz e um forte progresso nas mais diversas esferas do conhecimento, assim como o reforço de suas próprias estruturas.

Sem grandes adversários, como a Guerrilha de Viriato, a fúria de Filipe V da Macedônia ou o habilidoso general cartaginês Aníbal Barca, Roma agora colhia os frutos das inúmeras guerras que disputou, sangrou e venceu.

Seu exército foi paulatinamente reformulado e melhor disposto geograficamente, sendo capaz de proteger bem as suas fronteiras de qualquer adversário que surgisse eventualmente.

As ameaças bárbaras estavam contidas e alguns poucos tumultos locais foram rapidamente controlados. Roma era temida e todos os seus vizinhos sabiam que se tratava de adversário mortal. Mesmo que derrotada em alguma guerra, Roma voltaria, pois sempre encerrava seus assuntos.

No entanto, ocorreram algumas campanhas desastrosas como a sofrida contra os germânicos liderados por Armínio na Batalha na Floresta de Teutoburgo em 9 d.C., onde três legiões foram completamente arrasadas, causando um desconforto gigantesco no império (que se vingaria anos depois assassinando Armínio).

Batalha de Teutoburgo durante o Império romano
Pântano, tempestade torrencial, árvores derrubadas, gritos, deserções e um fulminante ataque surpresa iniciado com lanças e flechas. Uma emboscada… E assim três legiões romanas foram completamente arrasadas na Batalha da Floresta de Teutoburgo (Alemanha), destruindo de vez qualquer pretensão de conquista do Império Romano sobre a Germânia. Créditos: Batalha de Teutoburgo, de Paja Jovanovic.

4. PRINCIPADO X DOMINATO

Antes de abordar as diferenças, faz-se importante entender que, na prática, um instituto se apresenta como a evolução do outro, sendo primeiro o momento o do principado e posteriormente do dominato.

O Principado foi inaugurado com o primeiro imperador de Roma, Otávio, que, 27 em a.C., em além de Augusto, tornou-se também o príncipe (primeiro cidadão de Roma).

Sua natureza jurídica é imprecisa, mas havia um respeito maior pelas instituições existentes e algum caráter que camuflava o real poder do imperador.

O principado durou aproximadamente até o ano de 285 d.C., quando o imperador Diocleciano assumiu de vez as rédeas do poder e tirou o manto que escondia o seu grande poder, vestindo o império sob o dominato até o ano de 476.

Dessa forma, o período do dominato (senhor; governante absoluto) ficaria caracterizado pelo caráter absolutista, onde o imperador se assemelhava a um deus em terra.

O período entre 235 e 285 é caracterizado por graves conflitos internos, tendo Roma dezenas de imperadores e quase todos morrendo de causas não naturais (assassinados).

Otaviano primeiro imperador romano
Otaviano agora como Augusto, o primeiro imperador oficial de Roma (Júlio César já era na prática). Créditos: autoria desconhecida / Museus Vaticanos.

5. DIVISÃO DO IMPÉRIO ROMANO

Os séculos I e II do novo milênio, como já vistos, foram de relativa estabilidade econômica, boa produção artística, desenvolvimento militar e crescimento do comércio.

Entretanto, a partir do século III se iniciou uma crise de comando e financeira que levaria à desagregação da unidade romana e uma lenta e dolorosa decadência do próprio império.

Povos bárbaros também começaram a se agitar nas fronteiras e testavam as habilidades dos romanos que cada vez mais tinham o poder centralizado nas mãos de uma só pessoa, o imperador.

Este ponto (invasões bárbaras) será abordado mais a frente, no capítulo específico acerca da queda do Império de Roma.

 5.1 Tetrarquia de Diocleciano

Administrar um império tão vasto com poder tão centralizado não era das tarefas mais fáceis. A corrupção, a vaidade e as disputas internas sugavam os cofres públicos e uma crise financeira estava definitivamente instaurada em meados do século III.

O imperador Diocleciano, que governou entre os anos de 284 e 305, tentando melhorar a administração imperial, visou implantar a tetrarquia por volta do ano 300, que seria, como o nome já diz, a divisão do império em 4 partes.

Contudo, a tetrarquia, pouco durou e o próprio Diocleciano teria abandonado a ideia, restando alguns vestígios.

Na prática, a divisão entre 4 “césares” poderia ter arruinado de uma vez o império, visto que a expressiva política de caráter militar (período do dominato) poderia levar a mais guerras civis, como as que derrubaram a república (e de fato ocorreriam novamente).

5.2 Conquistas de Constantino, o Grande

Proclamado imperador por suas legiões (sem a aprovação de Roma), Constantino I deu início a reunificação total do império, acabando com os vestígios da tetrarquia após vencer os imperadores Magêncio e Licínio.

Constantino também lutou contra diversos povos germânicos, como os alamanos, francos e visigodos, vencendo todos.

Em 330 fundou a cidade de Constantinopla (atual Istambul) a partir de uma pequena e antiga cidade grega chamada Bizâncio, que viria a se tornar a capital do império romano até o ano de 395.

A cidade de Constantinopla se recebeu uma série de investimentos e se tornou mais próspera e rica que Roma, além de ser incrivelmente mais fácil de ser defendida atrás de suas incríveis muralhas.

Muralhas estas, aliás, que por volta de 410 receberiam uma segunda linha de fortificações com o imperador Teodósio II, fazendo de Constantinopla uma cidade praticamente blindada aos recursos bélicos da época (e mesmo da Idade Média e boa parte da Idade Moderna por sua facilidade de defesa).

Constantinopla também representava um ponto estratégico que ligava a Europa Continental à Ásia Menor e sobreviveria por mais mil após a queda do Império Romano do Ocidente, fato consumado oficialmente em 476.

Muralha de Constantinopla do Império Romano
Pequeno trecho da incrível Muralha de Constantinopla restaurada. Por mais de um milênio dezenas de exércitos tentaram tomar a cidade antes que finalmente caísse diante do poderio turco otomano em plena ascensão. Créditos: Bigdaddy1204

5.3 Império Romano do Ocidente e Império Romano do Oriente

Cerca de um século após a tentativa da tetrarquia, em 395, o imperador Teodósio I, também conhecido como Teodósio, o Grande, dividiu formalmente o vasto Império Romano em duas porções, ficando uma conhecida como Império Romano do Ocidente e a outra como Império Romano do Oriente.

O império do Ocidente voltou a ser sediado em Roma e a capital da porção oriental ficou na magnífica Constantinopla, que também seria chamada de Bizâncio (antigo nome dado pelos gregos, por isso o termo Império Bizantino).

Assim, Teodósio I (o Grande) ficou conhecido como o último imperador a governar Roma em sua completude.

O Império Romano dividido em 395 depois de Cristo. Créditos: Geuiwogbil / Wikimedia Commons.

Próxima atualização: dia 04 (ou antes) de dezembro/2020.

Autor: Eudes Bezerra

33 anos, pernambucano arretado, bacharel em Direito e graduando em História. Diligencia pesquisas especialmente sobre História Militar, Crime Organizado e Sistema Penitenciário (além de tudo que consta no site). Gosta de ler, escrever e planejar. Na Internet, atua de capacho a patrão, enfatizando a criação de conteúdo.

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