Formação dos Estados Modernos (resumo)

resultado da formações dos estados modernos
A Formação dos Estados Modernos decorre, basicamente, da crise do Feudalismo e das ações da burguesia, levando quase 300 para o seu estabelecimento. Créditos: Autoria desconhecida / Coleção Hampton Court / Wikimedia Commons.

O início da Idade Moderna data do início do ano de 1453, quando houve a queda de Constantinopla e sua derrocada pelos turcos otomanos e se estende até o ano de 1789, culminando a Revolução Francesa defendida por personalidades como Napoleão Bonaparte.

Dessa forma, se teve a abertura de uma fase econômica e social intitulada de Estado moderno.

A Formação dos Estados Modernos não aconteceu da noite para o dia. Tendo seu início em Portugal, retomando a Península Ibérica dos mouros, foram necessários cerca de 300 anos para que o desenvolvimento estivesse estabelecido.¨

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SUMÁRIO

1 Formação dos Estados Modernos
2 Absolutismo
3 Fases do Estados Modernos
4 Mercantilismo
Referências

1 FORMAÇÃO DOS ESTADOS MODERNOS

Com a crise feudal começa então o processo de substituição de uma nova forma de governo (para o desespero da nobreza que viu seu poder minguar).

Como a época feudal foi marcada por um poder político controlado pelos senhores, depois da crise e com a ascensão das transações comerciais, a burguesia passa a objetivar o estabelecimento de meios que assegurem seu papel de destaque no desenvolvimento político e socioeconômico.

A consolidação do Estado Moderno se desenvolveu no contexto de domínio total da figura do rei, soberano, caracterizando o Estado como absolutista.

Para dar poder total a alguém é necessário se utilizar de mecanismos que justifiquem a conversão de tantos poderes a um soberano só, a citar:

• Poder militar, equivalente ao poder de polícia hoje, para ter certeza de que a ordem pública será mantida, na contenção de revoltas, por exemplo;
Parte burocrática: pessoas que possam servir ao rei, cumprindo suas ordens e ajudando em tarefas administrativas;
Moeda única para estabelecimento das transações comerciais;
• Aspectos padronizados: idioma oficial, leis, aspectos culturais bastante padronizados, incentivando a criação da identidade nacional; e
Tributos: pagamento de taxas e impostos obrigatórios constituindo um dever social.

2 ABSOLUTISMO

Para se manter no poder, a burguesia fomentou um papel muito importante de apoio ao rei, pois o rei precisava de proteção e segurança em seu poder absoluto, do outro lado, a burguesia queria mesmo um poder que fortalecesse a economia, pois dessa forma, suas relações comerciais também estariam fortes.

A Igreja Cristã, por sua vez representada pelo clero, apoiava o rei para que eles também se mantivessem no poder e tivessem uma série de privilégios e riquezas.

A população mantinha as demais classes e era sobrecarregada com impostos e diversas obrigações. Explorados, eram constantemente coagidos e reprimidos.

3 FASES DO ESTADOS MODERNOS

• Estado Moderno
• Estado Liberal
• Crise no Estado Liberal
• Estado Democrático Liberal

mercantilismo na formação dos estados modernos
As Grandes Navegações eram essenciais para a formação dos estados modernos, porque geravam o vital acúmulo de metais preciosos, enriquecendo as grandes metrópoles. Créditos: Autoria desconhecida.

4 MERCANTILISMO

Ícone e uma das principais características do Estado Moderno, o mercantilismo prima pela intervenção estatal na economia, cuja justificativa é o desenvolvimento da riqueza interna do país, bem como acumular essas riquezas (o acúmulo de metais preciosos, como ouro e prata, tornaria a nação rica).

Sendo assim, havia alguns itens elencados pelo governo para obtenção de riquezas. Vale lembrar que o rei era aquele que mais lucrava com esta arrecadação de bens.

A forma como muitos países foram colonizados implica bastante na realidade atual destes países, pois normalmente nações que foram no passado colônias de exploração tendem a carregarem em suas raízes culturais traços ainda da exploração.

Características do Mercantilismo:

Metalismo: acúmulo de metais preciosos enriquecendo o Estado e causando uma verdadeira e ferrenha busca por ouro e prata.
Protecionismo: taxava-se com altos impostos produtos vindos de outros lugares para evitar que entrassem no país, de forma a fazer a valorização do papel da indústria interna.
Monopólio: Controle do monarca nas relações e administração total do Estado.
Balança comercial favorável: país deve exportar mais do que importar, entrando mais recursos do que saindo.
Pacto colonial: as transações comerciais das colônias restringiam-se apenas às metrópoles.
Industrialização: desenvolvimento das indústrias para gerar lucros.
Expansão marítima: descobrir rotas comerciais para atingir a tão sonhada Índias Orientais, em busca do mercado de especiarias.


Gostou de saber um pouco mais sobre este período histórico tão importante? Conte-nos o que achou! Em breve mais assuntos para viajarmos no tempo. Até breve!


REFERÊNCIA(S):

BEZERRA, Eudes. Grandes Navegações, a Era dos Descobrimentos. Acesso em: 02 jun. 2020.
BRAICK, Patrícia Ramos; MOTA, Myriam Becho. História: das cavernas ao terceiro milênio. 3ª ed. reform. e atual. São Paulo: Moderna, 2007.
VINCENTINO, Cláudio; DORIGO, Gianpaolo. História Geral e do Brasil. São Paulo: Scipione, 2002.
IMAGEM(NS):
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Autor: Eudes Bezerra

33 anos, pernambucano arretado, bacharel em Direito e graduando em História. Diligencia pesquisas especialmente sobre História Militar, Crime Organizado e Sistema Penitenciário (além de tudo que consta no site). Gosta de ler, escrever e planejar. Na Internet, atua de capacho a patrão, enfatizando a criação de conteúdo.

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