Vikings: história e características (resumo)

Vikings
Resumo sobre os Vikings: Quem eram, o início e o fim da sua era, suas características políticas e sociais, a crença nórdica e o estilo viking.

Desbravadores e guerreiros sanguinários? Também. Os vikings atualmente têm um grande destaque na cultura pop e muito de sua história e mitologia embasa, filmes, séries e jogos, fazendo do mundo um lugar ainda mais interessante!

camiseta de história
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SUMÁRIO

Introdução
1 Quem eram os vikings?
2 O início da era viking
3 Aspectos políticos e sociais dos vikings
4 A crença nórdica
5 O fim da era viking
6 O estilo Viking
7 Camisetas de história dos vikings
Referências

INTRODUÇÃO

Vikings, palavra associada à antiga civilização da Escandinávia, também arremetida como saqueadores, piratas e criminosos sanguinários.

Mas, afinal, quem eram os vikings realmente? Por que se tornaram sinônimos de guerras e batalhas, viagens e peregrinações devastadoras?

Ao transpor pela história desse povo, desde os registros das primeiras invasões até o declínio de uma era, é possível se dar conta de que os vikings tiveram papel importante na evolução territorial.

Místicos, inovadores e engenhosos, há muito mais por trás da imagem bárbara atribuída aos vikings. Acompanhe o texto e descubra particularidades socioculturais desse povo.

1 QUEM ERAM OS VIKINGS?

Quando se fala em vikings, é impossível não remeter a guerras sanguinárias, batalhas violentas e saques em massa, porém, a antiga civilização escandinava não se limitava a isso.

Esse povo tinha em suas raízes o instinto de sobrevivência, e a vontade de explorar além do horizonte. Suas lutas constantes eram sinônimos de defesa sobre algo que acreditavam, algo que buscavam além do trivial.

É certo que, o crescimento populacional e a baixa demanda de terras fomentou o querer dos soberanos em liderar expedições à fora, sempre em seus navios, pois, se dedicavam bastante a construção naval.

Os vikings seguiam em busca de novas riquezas, seja água, comida, armas, ou tesouros. E, não importava quem estivesse do outro lado, talvez por isso, a fama de impiedosos e mortíferos.

2 O INÍCIO DA ERA VIKING

A era dos vikings pode ser datada a partir dos anos 793 d.c, quando se registraram a primeira invasão (o assalto ao mosteiro bretão de Lindisfarne). Ao longo dos ataques eles foram conquistando terras, dominando territórios e fundando colônias.

Sempre impondo seus modos, assim como absorvendo um pouco da cultura de cada lugar novo. Durante os séculos IX e X os escandinavos já se estabeleciam como mercenários e contrabandistas do Império Bizantino, destacando-se a tropa de choque do império, a Guarda Varegue (ou Guarda Varangiana).

Com presença maciça no comércio marítimo, e também no fortalecimento de tropas guerreiras, a civilização circulava pela Europa Ocidental e o Oriente Médio, até chegaram as Américas.

Dessa forma, os povos vikings se espalharam e deram origem a várias outras nações formando lideranças políticas na Inglaterra e na Rússia, por exemplo. Os registros informam que essa era teve duração entre os séculos oito e 11.

3 ASPECTOS POLÍTICOS E SOCIAIS DOS VIKINGS

O regime político adotado pelos vikings era a monarquia, e seguia a hierarquia condes e chefes de tribos. E, mesmo os reis como autoridade máxima, este só tratava de assuntos econômicos e estratégias de guerra.

As discussões de leis e punições eram realizadas em assembleias locais, ou seja, os homens do vilarejo se reuniam para discutir sobre a votação de tais julgamentos, as mulheres e as crianças não participavam.

As mulheres, inclusive, tinham algumas regalias, além de cuidar da casa e da família, elas podiam herdar e gerar terras, caso fosse solteira, sem filhos, e sem uma figura masculina na propriedade.

Com isso, ela se torna a chefe da família, e tinha a liberdade de negociar com mercadores. A sociedade era dividida basicamente em quatro partes, de cima para baixo, conforme propriedades e riquezas.

Veja:

  • Rei;
  • Karls: homens ricos e donos de terras.
  • Jarls: povo livre, comerciante ou lavradores.
  • Thralls: escravos ou prisioneiros de guerras.

4 A CRENÇA NÓRDICA

A crença nórdica se encontra na mitologia, percorrendo narrativas que traçam e justificam a sua existência. Podemos dizer que o povo antigo da Escandinávia recorria aos deuses para qualquer tomada de decisão.

Mas, além da veneração aos deuses, os vikings também cultuavam os ancestrais, eles atuavam como intermediadores dos deuses na terra. Aliás, segundo a crença desse povo, não existia céu ou inferno.

Para eles, basicamente, o universo era dividido em nove andares ou mundos, em que Asgard é o lugar onde ficam os deuses, midgard onde ficam os vivos e Nilfheim, abaixo de midgard, é o lugar para onde os mortos vão, quando são amaldiçoados.

Valhalla, palácio de Odin, é destinado àqueles que morreram de maneira heroica em combate. Lá, os soldados desfrutam de boa comida e do hidromel, substancia fornecida pela cabra de Odin.

No Valhalla, os guerreiros lutam entre si e tem seus ferimentos magicamente curados para que aprimorem suas habilidades para lutar ao lado dos deuses contra os gigantes no Ragnarök (o “apocalipse” viking).

navio dos vikings drakkar
Navio-túmulo Oseberg exposto próximo da capital norueguesa, Oslo. O Oseberg é um dos três navios do tipo bem preservados. Créditos: Omar Marques / Anadolu Agency / Getty Images.

5 O FIM DA ERA VIKING

Durante três séculos, os vikings atuavam por meio de invasões, pilhagem, lutas e dominações, navegando da Escandinávia até a Europa, Ásia, África e até a América muito antes de Cristóvão Colombo.

Porém, com o início da Idade Média, juntamente com a introdução do Cristianismo, decadência tomou de conta da era viking. Ao final do século 11 os ataques já não eram tão imponentes e se costuma afirmar que o grande marco do fim da era viking foi a Batalha de Stamford Bridge em 1066.

Os reinos escandinavos, Noruega Dinamarca e Suécia, já se encontravam firmados e as nações vikings aos poucos foram dando lugar a formação de novos povos e civilizações, bem como e costumes.

Até a escrita habitual, runas, e a religião politeísta, foram tomadas pela cultura cristã. Mas, não sem antes haver concessões e trocas, para que a humanidade vivesse em harmonia e paz.

batalha de Stamford Bridge
A derradeira batalha viking de Stamford Bridge, onde o último grande chefe viking, Harald Hardrada, tombou em batalha. Créditos :autoria desconhecida.

6 O ESTILO VIKING

Naquela época, a população Escandinávia, que viviam em grupos familiares ao redor da costa do mar Báltico, tinha como principais atividades econômicas a agricultura e principalmente a pesca, já que boa parte do ano as “lavouras eram de gelo”.

Eles eram excelentes em produzir barcos ágeis para as guerras, assim como se destacavam no artesanato. Sobre os barcos, destacava-se o seu navio-dragão, o drakkar, uma verdadeira maravilha tecnológica que permitiu aos vikings saquear através de rios estreitos e chegar à América do Norte 500 anos antes de Cristóvão Colombo.

Adoradores da mitologia, imprimiam suas crenças nos artefatos, sempre buscando extrair da natureza a sua matéria-prima.

O estilo viking, de característica rústica, tanto em suas roupas que os protegiam do frio quanto as longas barbas e cabelos trançados, resiste até os dias atuais.

É fácil observar a presença do gênero em vários campos da moda, seja na aparência, ornamentos, assessórios ou vestimentas. É como se a história fosse retratada através desses elementos também, e é.

7 CAMISETAS DE HISTÓRIA DOS VIKINGS

Vestir uma roupa que remete a um ícone da história é mais do que demonstrar afeição pelo tema, é uma maneira de expressar e propagar um pouco do que essas representações e culturas foram e fizeram.

Inclusive, é como um cartão de visita que informa sobre os seus gostos e interesses, ideal para atrair pessoas que também se identificam.

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REFERÊNCIA(S):

BRONDSTED, Johannes. Os Vikings: História de Uma Fascinante Civilização. trad. Mercedes Frigolla e Claudete Agua de Melo. Hemus, 2004.
CURRY, Andrew. Enorme e raro barco-túmulo viking descoberto por radar. Acesso em: 9 set. 2019.
GILBERT, Adrian. Enciclopédia das Guerras: Conflitos Mundiais Através do Tempo. trad. Roger dos Santos. São Paulo: M. Books, 2005.
VINCENTINO, Cláudio; DORIGO, Gianpaolo. História Geral e do Brasil. São Paulo: Scipione, 2002.
YAZBEK, Letícia; LINCOLINS, Thiago. Guarda Varangiana: vikings em Constantinopla. Acesso em: 9 set. 2019.
IMAGEM(NS):
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Autor: Eudes Bezerra

31 anos, pernambucano arretado e graduado em Direito. Diligencia pesquisas especialmente sobre História Militar, Crime Organizado e Sistema Penitenciário (além de tudo que consta no site). Gosta de ler, escrever e planejar. Na Internet, atua de capacho a patrão, enfatizando a criação de conteúdo.

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