Fotos de guerra: curiosidades e histórias da guerra!

Fotos de guerra
Pinturas e fotos de guerras das mais variadas perturbações e conflitos criados ou continuados pelo ser humano. Créditos: O Canhão do Czar / Autoria desconhecida.

Diz-se que a guerra é a segunda maior ocupação do ser humano. Verdade ou não, a guerra sempre se fez, infelizmente.

Praticamente impossível não abrir um livro de história sem verificar ao menos um conflito, seja político seja bélico.

Como o influente teórico alemão, Carl Von Clausewitz, bem sintetizou no seu manual militar chamado Vom Kriege (Da Guerra): “a guerra é a extensão da política, sendo que por outros meios“.

Além disso, fotos de guerras, assim como pinturas, gravuras e vídeos, têm o poder de nos conectar com passado muitas vezes imensamente distante do nosso atual ciclo na Terra.

Essa matéria, cuja atualização será constante, procurará trazer imagens de conflitos simples ou mesmo brutais, mas com bom senso (não vamos mostrar mutilações nem afins).

Boa leitura!

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SUMÁRIO DE PINTURAS E FOTOS DE GUERRA 

#1 O gigantesco Canhão do Czar Feodor Ivanovich I
#2 As invencíveis falanges macedônicas com Alexandre, o Grande!
#3 Mazinkert: declínio bizantino, ascensão turca!
#4 Desfile da vitória alemã na Guerra Franco-Prussiana!
#5 Quando a determinação garante a liberdade, vencendo a soberba!
#6 O terror dos Assírios: suas forjas e guerras!
#7 A Muralha de Adriano!

FOTOS DE GUERRA #1: O GIGANTESCO CANHÃO DO CZAR FEODOR IVANOVICH I!

Canhão do Czar Feodor Ivanovich I
O Canhão do Czar Feodor Ivanovich I. Créditos: O Canhão do Czar / Autoria desconhecida.

Com quase quarenta toneladas, medindo mais de cinco metros de comprimento e com um impressionante calibre de 890 mm, o Canhão do Czar é uma demonstração de força da Rússia czarina.

Seu imenso calibre é o suficiente para ser considerado o maior do planeta e é possível encontrá-lo (e se espantar com o tamanho da boca do canhão) na frente do Kremlin em Moscou.

Apesar das dimensões, o grande canhão é algo meramente simbólico e parece nunca ter sido utilizado, embora se especule um único disparo em data desconhecida.

A artilharia teria sido fabricada no ano de 1586 por Andrei Chokhov, um renomado armeiro russo, que o fez em virtude de um pedido do czar Feodor Ivanovich I.

A base do canhão seria originalmente feita de madeira, mas foi incendiada durante a invasão de Napoleão à Rússia em 1812. A nova base feita de metal e as balas de canhão só foram fabricadas em 1835.

Os russos aloprando nos armamentos, como sempre…

REFERÊNCIA PRINCIPAL:
DARÓZ, Carlos Alberto C.. Armas – o gigantesco canhão do czar. Acesso em: 31 dez. 2014.

FOTOS DE GUERRA #2: A FALANGE MACEDÔNIA DE ALEXANDRE, O GRANDE

fotos de guerras falange macedônica
A falange macedônica formava um imenso ouriço capaz de vencer qualquer adversário à sua frente. Créditos: autoria desconhecida.

Você sabia que as falanges de Alexandre, o Grande, nunca perderam uma batalha sob seu comando?

Pois é, na vanguarda das tropas do jovem que assumiu o poder aos 20 anos incompletos e conquistou dos seus soldados e do mundo conhecido até então antes mesmo de completar os 33 anos de idade, lutou a revolucionária unidade militar que nunca conheceu a derrota quando comandada por Alexandre: as Falanges Macedônicas!

Entretanto, cabe ressaltar que a criação do poderoso e bem organizado exército da Macedônia é fruto da mente engenhosa do pai de Alexandre, o rei Filipe II.

Mas, claro, quem conhece as incríveis façanhas de Alexandre sabe que o seu comando era absurdamente ousado e implacável, usando táticas tidas como suicidas por seus próprios generais e soldados.

Pela ousadia e capacidade de ver organizadamente a aparente desorganização dos combates, Alexandre se tornou provavelmente a grande referência em milênios de líderes do porvir e é o segundo maior conquistador de da história!

REFERÊNCIAS:
Referências no próprio corpo da matéria – links para nossas matérias completas, tanto a super biografia de Alexandre quanto a das falanges da Macedônia!

FOTOS DE GUERRA #3: MAZINKERT: DECLÍNIO BIZANTINO, ASCENSÃO TURCO!

fotos de guerras a batalha de Mazinkert
Ruína bizantina na Batalha de Mazinkert. Créditos: Batalha de Mazinkert, de O Mustafin / Creative Commons.

Em 26 de agosto de 1071, na atual Armênia, um poderoso exército bizantino encontrou seu fim ao disputar a decisiva Batalha de Manzikert (ou Manziquerta) contra os turcos seljúcidas liderados pelo sultão Alp Arslan.

Alp Arslan triunfou empregando a tradicional técnica dos arqueiros montados das estepes asiáticas (técnica bem comum nas estepes asiáticas, como a empregada pela horda mongol de Gêngis Khan).

O resultado do confronto foi de grande relevância e “formalizou” o declínio militar do herdeiro oriental do antigo Império Romano, Bizâncio, que também lamentou ter sua autoridade minada perante vizinhos perigosos e viu o próprio imperador — Romano IV Diógenes — tornar-se prisioneiro de guerra.

Diógenes logo foi liberto, mas teria sido assassinado quando regressava à capital do império (algumas referências afirmam que o imperador teria sido cegado e exilado durante seu retorno).

Após o vexame na Batalha de Manzikert, o Império Bizantino buscaria a todo custo recorrer a seus antigos aliados na Europa Ocidental, o que ensejaria o Concílio de Clermont e a grande convocação para a Primeira Cruzada, onde cristãos e muçulmanos guerreariam por séculos pelo domínio da Terra Santa, Jerusalém e adjacências.

A Primeira Cruzada gerou a chamada Cruzada dos Mendigos, que se revelou um completo desastre.

REFERÊNCIAS:
FERNANDES, Fátima Regina. Cruzadas na Idade Média. In. MAGNOLI, Demétrio (org.). História das Guerras. 5 ed. São Paulo: Contexto, 2011.
JESTICE, Phyllis G. História das Guerras e Batalhas Medievais. O Desenvolvimento de Técnicas, Armas, Exército e Invenções de Guerra na Idade Média. trad. Milton Mira de Assumpção Filho. São Paulo: M. Books, 2012.
WATERSON, James. Espadas Sacras: Jihad na Terra Santa, 1097-1291. trad. Giancarlos Soares Ferreira. São Paulo: Madras, 2012.

FOTOS DE GUERRA #4: DESFILE DA VITÓRIA ALEMÃ NA GUERRA FRANCO-PRUSSIANA!

fotos de guerra Prussianos comemorando vitória na guerra
O Portão de Brandemburgo* ricamente adornado em festejo à vitória da Prússia sobre a França na Guerra Franco-Prussiana (1870–1871). Créditos: autoria desconhecida.

 Após três guerras contra nações estrangeiras (Dinamarca, Áustria e França), a confederação de estados germânicos sob a liderança da poderosa e industrializada Prússia se unificaram, criando o Império da Alemanha (atual Alemanha).

O nome Alemanha encontraria sua justificava nos Alamanos, um dos bravos povos “bárbaros” que contribuíram para a queda do Império Romano nas chamadas Invasões Bárbaras.

*O Portão de Brandemburgo era a antiga entrada de Berlim. Hoje, com o crescimento da cidade, trata-se de um monumento histórico no centro de Berlim.

REFERÊNCIAS PRINCIPAIS:
Militär Wissen. Der Deutsch-Französische Krieg. Acesso em: 9 maio 2017.
WILLMOTT, H. P.. Primeira Guerra Mundial. trad. Cecília Bartalotti, Myriam Campello, Renato Aguiar. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008.

FOTOS DE GUERRA #5: QUANDO A DETERMINAÇÃO GARANTE A LIBERDADE, VENCENDO A SOBERBA!

Fotos de guerra: vietnamitas carregando artilharia
Dezenas de vietnamitas trabalhando duro para transportar uma das peças chaves para a liberdade do Vietnã, a artilharia pesada chinesa (um presente de  Mao Tsé-Tung) Créditos: autoria desconhecida.

Ao tratar o exército Viet Minh (vietnamitas nacionalistas) como “um bando de camponeses atrasados”, o exército colonial francês teve sua questionada honra militar mais uma vez humilhada…

Ao fim da Batalha de Dien Bien Phu (1953–1954), quando seu plano de guerra foi totalmente vencido, o resultado da batalha deixou Paris atônita – e o Vietnã livre do jugo francês!

Em um terreno extremamente acidentado e íngreme que os franceses acreditavam ser intransponível para artilharia e veículos.

Contudo, o comandante vietnamita Võ Nguyên Giap movimentou milhares tropas e equipamentos com homens, animais e bicicletas, que se revelaram fundamentais para a vitória diante da França.

Logo seria a vez dos norte-americanos lutarem contra a aguerrida guerrilha vietcongue na Guerra do Vietnã (1955–1975).

REFERÊNCIAS PRINCIPAIS:
BLAINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Século XX. São Paulo, SP: Fundamento, 2008.
CAWTHORNE, Nigel. As Maiores Batalhas da História: Estratégias e Táticas de Guerra que Definiram a História de Países e Povos. trad. Glauco Dama. São Paulo: M. Books, 2010.
CHANG, Jung; HALLIDAY Jon. Mao: A história desconhecida. trad. Pedro Soares. São Paulo: Companhia de Letras, 2006.

FOTOS DE GUERRA #6: O TERROR DOS ASSÍRIOS: SUAS FORJAS E GUERRAS!

guerra psicológica dos assírios
O traço mais marcante dos assírios, sem dúvida, era a crueldade com que o seu exército agia. Muitas vezes, antes mesmo de iniciar uma batalha ou certo, os assírios lançaram cabeças, orelhas, narizes e corpos mutilados sobre os adversários como efeito de guerra psicológica (de terro). Créditos: autoria desconhecida.

Politicamente centralizados, os Assírios são amplamente conhecidos por sua ferocidade em combate, tendo entrado para a história como uma grande sociedade guerreira da Antiguidade.

Interessante ressaltar o terror como arma psicológica devido ao fato dos assírios terem o costume de, antes de invadir uma cidade objetivo, bombardeá-la com dedos, orelhas, narizes e olhos de inimigos já derrotados, incinerados e desmembrados.

Os Assírios foram responsáveis por grandes avanços na #metalurgia (de utensílios domésticos e de campo às armas), ainda que a sua principal atividade fosse a #agricultura.

Findada a Idade do Bronze e Iniciada a do Ferro, os assírios desenvolveram um grande poderio bélico criando armas de qualidade superior e profissionalizando seu exército.

Suas inovações tecnológicas e insaciável sede pelo poder transformaram a vida das sociedades circundantes, como a babilônica e a egípcia, que acabaram conquistadas.

REFERÊNCIA PRINCIPAL:
GIORDANI, Mário Curtis. História da Antiguidade Oriental. 13 ed. Petrópolis: Vozes, 1969.

FOTOS DE GUERRA #7: A MURALHA DE ADRIANO

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Registro fotográfico de Robert Clark da milenar Muralha de Adriano ao norte da Inglaterra, na atual fronteira com a Escócia.

A construção teve início no ano de 122 d.C., sendo concluída apenas quatro anos depois e possuindo cerca de 118 quilômetros de extensão.

Representou a mais extensa fortificação militar já construída pelos romanos e que tinha como objetivos a demarcação territorial de Roma, também como evitar eventuais investidas de povos livres do norte que desejavam retomar ou expandir suas fronteiras.

REFERÊNCIAS PRINCIPAL:
GIORDANI, Mário Curtis. Antiguidade Clássica II: História de Roma. Petrópolis: Vozes, 1965.

Próximas atualizações: março de 2021. Ou antes.

Autor: Eudes Bezerra

33 anos, pernambucano arretado, bacharel em Direito e graduando em História. Diligencia pesquisas especialmente sobre História Militar, Crime Organizado e Sistema Penitenciário. Gosta de ler, escrever, planejar e principalmente executar o que planeja. Na Internet, atua de despachante a patrão, enfatizando a criação de conteúdo.

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