Segunda Guerra Púnica, a fúria Aníbal Barca! (Resumo)

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Resumo da Segunda Guerra Púnica, quando Cartago fez o impensável e invadiu a península de Roma através de uma jornada sem precedentes. Créditos: autoria desconhecida / Fotomontagem: Eudes Bezerra.

Das três Guerras Púnicas, a Segunda Guerra Púnica é a mais lembrada e estudada. O plano impensável de Aníbal Barca de invadir a Itália através de uma travessia sem precedentes pelos Alpes e as tantas batalhas vencidas contra Roma fazem deste conflito o capítulo especial das Guerras Romano-Cartaginesas.

Entre os admiráveis feitos de Aníbal conta o de que, possuindo ele um exército extraordinariamente grande no qual se amalgamavam homens de inúmeras procedências, exército que comandara em batalhas travadas em terras estrangeiras, jamais surgiu no seio deste qualquer dissensão, nem entre os soldados, nem contra o seu comando, nem na adversidade e tampouco na fortuna”. (MAQUIAVEL, 2012, p. 82)

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Boa leitura!

SUMÁRIO DA SEGUNDA GUERRA PÚNICA

1. O que foi a Segunda Guerra Púnica?
2. Contexto e causas da Segunda Guerra Púnica
3. Estopim da Segunda Guerra Púnica: Aníbal Barca conquista Saguntum
4. Plano cartaginês: Aníbal inicia uma jornada inesperada – a invasão da Itália pelos Alpes!
5. Plano Romano: invasão da Hispânia e de Cartago
6. Aníbal desce os Alpes e inicia o massacre de romanos
7. Batalha de Canãs: a maior surra da história de Roma!
⠀⠀7.1 Batalha de Canãs: uma manobra de cerco perfeito!
⠀⠀7.2 Resultado da Batalha de Canãs: desastre romano!
8. Hispânia cai em mãos romanas
9. Cipião Africano invade Cartago!
10. Aníbal Barca e Cipião Africano se tornam amigos
Referências

1. O QUE FOI A SEGUNDA GUERRA PÚNICA?

Sem sombra de dúvidas, a Segunda Guerra Púnica, travada entre os anos de 218 e 201 a.C., é a mais famosa das Três Guerras Púnicas, sendo destaque nesse conflito o ousado plano do general cartaginês Aníbal Barca que apanhou Roma de surpresa e lhe infligiu a sua provavelmente maior derrota militar em uma batalha.

Aníbal inovou e fez o impensável ao cruzar os Pirineus, o sul da Gália e principalmente os Alpes durante o inverno, algo realmente extraordinário para um exército composto por soldados de diversos continentes mais quentes, principalmente do norte da África e Oriente Médio (Ásia).

Os Romanos conseguiram contornar a situação evitando confrontos diretos contra Aníbal, já que este havia aniquilados diversas legiões (8 em um só dia, em Canãs) e era um mestre em campo aberto.

Os romanos quebraram a logística de Aníbal ao tomar a Hispânia (termo chamado pelos romanos) dos Cartagineses e invadiram a própria Cartago, onde seria travada a última grande batalha da guerra, a de Zama em 202 a.C.

Com a decisiva vitória em Zama, os romanos venceram a guerra e Cartago nunca mais se reestruturaria, sendo assinalado o declínio de sua sociedade, ainda que a Terceira Guerra Púnica viesse a ocorrer.

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Segunda Guerra Púnica, a mais sangrenta guerra entre Roma e Cartago que definiria de vez a hegemonia de Roma no Mediterrâneo e acorrentaria Cartago à ruína da futura Terceira Guerra Púnica. Créditos: autoria desconhecida.

2. CONTEXTO E CAUSAS DA SEGUNDA GUERRA PÚNICA

No fim da Primeira Guerra Púnica, embora Cartago tivesse perdido a guerra e o controle/influência das importantes ilhas da Sicília, Córsega e Sardenha para Roma, havia arrebatado a importante conquista da Península Ibérica, de onde passaria a extrair e comercializar muita prata.

A guerra púnica anterior havia sido extremamente custosa para ambos os lados, que buscaram se fortalecer e retomar seu progresso, principalmente para se tomar a hegemonia regional para si de uma vez por todas.

Embora os romanos tivessem vencido, os termos foram considerados brandos, visto que as duas potências saíram desgastadas do conflito e a própria república romana não se encontrava disposta a novas invasões após os últimos desastres na costa africana na fase final da guerra.

Com isso, a rivalidade entre as potências pelo controle do mar Mediterrâneo ainda se mostrava à vista e um novo conflito parecia ser questão de tempo.

Na Hispânia, o general cartaginês Amílcar Barca havia conseguido consolidar o domínio cartaginês, mesmo sob a desconfiança romana.

Os romanos se dedicaram a garantir a proteção do norte da península itálica contra tribos gaulesas e reorganizar suas instituições.

3. ESTOPIM DA SEGUNDA GUERRA PÚNICA: ANÍBAL BARCA CONQUISTA SAGUNTUM

Após a morte de Amílcar Barca e do seu sucessor Asdrúbal, o comando passou para as mãos de Aníbal Barca, filho de Amílcar, em 221 a.C., que contava apenas 26 anos de idade.

O generalíssimo Amílcar havia ensinado ao jovem Aníbal a arte da guerra e feito o mesmo jurar que destruiria Roma. Tão logo Aníbal assumiu o poder tão logo mostrou sua competência, ganhando de vez o respeito do seu exército e sitiando a cidade fortificada de Saguntum em 219 a.C.

Os embaixadores enviados por Roma não conseguiram mudar os planos do cartaginês, que empreendeu 8 longos meses de cerco contra a difícil cidade (Saguntum era uma cidade murada que ficava no alto de uma colina e próximo ao rio Ebro).

Saguntum, embora não fosse aliada dos romanos, era considerada um ponto que marcava a influência entre as potências rivais. Haveria um tratado entre Roma e Cartago acerca dessa fronteira simbólica, mas os registros são vagos e Aníbal parecia estar nem aí (verdade seja dita).

Após a tomada de Saguntum, Roma, que sabia que poderia ser invadida pelo norte da Itália pelas forças de Aníbal, declarou guerra à Cartago.

Saguntum, uma vez dominada, tornou-se uma fortificação e base de apoio logístico para Cartago.

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A tomada da incrivelmente fortificada cidade de Saguntum por Aníbal Barca despachou tropas romanas e cartaginesas para os campos de batalha da Segunda Guerra Púnica. Créditos: autoria desconhecida.

A tomada da incrivelmente fortificada cidade de Saguntum por Aníbal Barca despachou tropas romanas e cartaginesas para os campos de batalha da Segunda Guerra Púnica. Créditos: autoria desconhecida.

4. PLANO CARTAGINÊS: ANÍBAL INICIA UMA JORNADA INESPERADA – A INVASÃO DA ITÁLIA PELOS ALPES!

Roma, mesmo diante da queda de Saguntum, não acreditava que os cartagineses fossem capazes de atravessar os Pirineus, o sul da Gália e principalmente os Alpes, ainda mais com o inverno batendo às portas e as tribos gaulesas da região.

Seria loucura. Mas foi exatamente isso que Aníbal fez em 218 a.C., levando os romanos e os seus aliados a entrar em pânico.

Ocorre que Aníbal havia percebido que a força romana provinha do seu próprio território e desejava levar destruição à Península Itálica, como Roma havia feito nos domínios púnicos (cartagineses) na guerra anterior. Tratava-se de vingança para Aníbal e conquista para Cartago.

Dessa forma, Aníbal, reunindo um exército composto por aproximadamente 40-50 mil soldados de diversas “nacionalidades” entre infantaria e cavalaria e auxiliado por cerca de 40 elefantes de guerra, pôs em marcha para a grande travessia.

Aníbal era um homem de resoluta bravura, de habilidades técnicas e de visão estratégica, e inspirava grande lealdade em seu exército — um dos grandes capitães da história.

Ele reconheceu que a maior força de Roma estava em seu controle da Itália, e urdiu um ousado plano para invasão, prevendo a condução de um exército por terra desde a Espanha, passando pelo sul da França e cruzando os Alpes”. (GILBERT, 2005, p. 28-29)

A jornada, muitas vezes romantizada, mostrou-se extremamente dura e custosa, onde milhares de tropas ficaram pelo caminho ora por conta da difícil situação em pleno inverno ora por conta de ataques de tribos, principalmente gaulesas, no percurso.

O próprio Aníbal teria perdido a visão de um olho devido a uma infecção, mas a marcha continuou com uma notável disciplina dos soldados que seguiam o líder.

O exército teve algumas deserções, mas contava com soldados e comandantes que acreditavam fielmente em Aníbal.

Assim, o exército cartaginês invadiu a Península Itálica, causando grande impacto negativo na sociedade romana.

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O impensável plano de invasão de Aníbal pegou a todos de surpresa, sendo um dos grandes marcos das Guerras Romano-Cartaginesas. Créditos: Rome II – Total War.

5. PLANO ROMANO: INVASÃO DA HISPÂNIA E DE CARTAGO

Ainda em 218 a.C., os preparativos romanos foram divididos em duas frentes: enquanto o cônsul Cornélio Cipião combateria os cartagineses na Hispânia, Tibério Sempronio Longo invadiria Cartago a partir da Sicília, como realizado na guerra anterior.

Contudo, estavam extremamente equivocados quanto à principal força cartaginesa, que só veio a ser descoberta quando os romanos chegaram na Hispânia, o que fez com que o próprio Cipião retornasse velozmente a Roma para relatar a inesperada surpresa.

Como o motivo da guerra estava localizado na Hispania, os romanos concluíram que os cartagineses queriam uma guerra defensiva e que não sairiam do território.

Aníbal, sabendo disso, resolveu usar outra estratégia: invadir a Península Itálica. (GARRAFFONI, 2011, p. 65)

Nesse meio tempo, a Gália Cisalpina (norte da península itálica e Alpes) havia criado uma rebelião, onde o Senado ordenou que Cipião enviasse parte de suas tropas para conter a rebelião.

A rebelião na Gália Cisalpina atrasou a campanha contra a Nova Cartago, na Hispânia, a principal base de apoio de Aníbal. Cipião teve que recrutar e treinar novos soldados.

6. ANÍBAL DESCE OS ALPES E INICIA O MASSACRE DE ROMANOS

Ao descer dos Alpes, Aníbal havia imaginado conseguir apoio das tribos gaulesas com facilidade, fato que não só não ocorreu como foram atacados pelas próprias.

No entanto, após uma série de vitória devastadoras sobre os romanos, principalmente a de Trébia, e com diversas cidades saqueadas, Aníbal pôde contar com apoio de povos subjugados por Roma na região, que lhe forneceram soldados e suprimentos.

Assim, Aníbal Barca havia ganhado o respeito das tribos e o temor dos romanos, que teria virado até “canção de ninar” para crianças que não se comportassem – “Aníbal vem te buscar!” (coisas do tipo).

Em 217 a.C. Aníbal venceu os romanos novamente na Batalha do Lago Trasimeno e poderia ter ido direto à Roma, coisa que não o fez e até hoje não sabemos exatamente o motivo disso.

Aponta-se costumeiramente que Aníbal não possuía as armas de cerco necessárias para romper as fortificações etruscas de Roma.

Aníbal decidiu marchar sobre a Península Itálica na tentativa de fazer com que as cidades mudassem para o seu lado, enquanto Roma, atônita, evitava o combate direto após tantas derrotas.

7. BATALHA DE CANÃS: A MAIOR SURRA DA HISTÓRIA DE ROMA!

Em 216 a.C., confiantes em uma decisiva e gloriosa batalha, os romanos enviaram um exército grandioso composto por 8 legiões romanas completas mais tropas auxiliares igualmente numerosas para acabar com as investidas de Cartago.

A embate ficaria conhecida como a Batalha de Canãs e o exército romano esperava emboscar o cartaginês por conhecer bem o seu território e pelo número superior de soldados (quase o dobro).

Quando [o exército romano] começou a avançar ninguém poderia imaginar que seria derrotado por Aníbal, com um exército numericamente muito inferior.

Aníbal, porém, soube usar a maioria numérica do exército romano a seu favor, já que a grande quantidade de homens impedia a mobilidade e tornava quase impossível a mudança de formação [quando em curso a batalha].” (GARRAFFONI, 2011, p. 86, acréscimos nosso)

As forças romanas seriam compostas por mais de 85 mil soldados e as cartaginesas por 40-50 mil. As tropas cartaginesas testavam os reflexos das legiões romanas em breves escaramuças até a batalha propriamente dita começar.

7.1 Batalha de Canãs: uma manobra de cerco perfeito!

Sob o comando do general Caio Terêncio Varrão, o combate iniciou e as previsões de Aníbal sobre a batalha se confirmaram ponto a ponto a cada romano que tombava no campo de batalha.

Enquanto a infantaria romana investiu contra o centro cartaginês, a melhor cavalaria cartaginesa, localizada no flanco direito, iniciou uma rápida e mortal ofensiva contra a cavalaria romana, que se pôs em fuga.

A cavalaria cartaginesa logo retornou contra a retaguarda da outra cavalaria romana que enfrentava os velozes cavaleiros da Numídia, possivelmente a melhora cavalaria leve/ligeira da Antiguidade.

Enquanto isso, os gauleses e celtiberos, que formavam o centro cartaginês estavam perdendo espaço e sendo empurrados para trás, como previra Aníbal, ao passo em que as suas melhores forças, dispostas nas alas, começavam a flanquear a vanguarda e depois o próprio exército romano, que logo se veria completamente cercado e em grande desordem.

Antes da batalha, Aníbal teria posicionado sua infantaria em duas longas colunas, dando a impressão errada aos romanos de que seria um ataque como duas flechas ou aríete.

Entretanto, quando a batalha começou e os romanos já se encontravam bem próximos dos cartagineses, todo o exército de Cartago, disciplinadamente e levantando muita poeira, virou criando uma longa frente de batalha para um grande abraço de urso que seria completado com as cavalarias leves e pesada.

Sucesso. Uma manobra de cerco executada com maestria extrema e que até hoje é estudada nas academias militares de todo o mundo. Diz que foi a perfeição de uma manobra de cerco.

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Batalha de Canãs, em 216 a.C. ainda hoje é estudada nas principais academias militares. Com ela é possível não só entender a estratégia, como bem utilizar os próprios recursos humanos de modo a vencer o adversário, mesmo estando em menor número. Créditos: autoria desconhecida.

7.2 Resultado da Batalha de Canãs: desastre romano!

O resultado foi um massacre extremamente sangrento, onde quase 70 mil soldados romanos tenham sido mortos rapidamente. Os cartagineses teriam perdido de 5 a 6 mil soldados apenas.

Aníbal, apesar de comandar tropas de regiões tão diferentes, soube tirar o máximo de cada um, usando as suas características individuais no campo de batalha.

O resultado arrasou o ânimo romano, que definitivamente se conformaria em não mais combater Aníbal em terras italianas.

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Tão elevado número de baixas em um tempo tão curto de tempo só seria alcançado novamente mais de 2 mil anos depois, na guerra moderna, por ocasião da Primeira Guerra Mundial: durante a Batalha do Rio Somme (1916), na França, os alemães massacraram cerca de 67 mil britânicos somente no primeiro dia da batalha. Créditos: autoria desconhecida.

8. HISPÂNIA CAI EM MÃOS ROMANAS

Na Hispânia, as tropas romanas estavam se saindo bem diferente do que as que lutavam na própria Itália. Os romanos obtiveram diversas vitórias contra Asdrúbal Barca, irmão de Aníbal.

Asdrúbal não tinha a mesma fúria controlada nos olhos e senso tático do irmão e os romanos rapidamente rompiam suas defesas, fazendo o próprio Asdrúbal fugir atrás do irmão, mas que morreria antes.

Assim, os romanos haviam conquistado parte da península ibérica, onde mais tarde combateriam povos locais, como os lusitanos de Viriato.

Por fim, conquistada a Hispânia, a logística de Aníbal Barca estava quebrada ao meio. Mas Aníbal conseguiria se manter colhendo e pilhando na própria península italiana.

9. CIPIÃO AFRICANO INVADE CARTAGO!

Aníbal, muitos anos após o início da guerra, ainda se mostrava determinado e rondando a solta pela Península Itálica, a qual parecia ser sua moradia.

Contudo, a elite cartaginesa, diferentemente de Aníbal, não tinha habilidades para contornar a esquadra romana no mar e suprir o solitário comandante cartaginês na Itália, mesmo sendo tão perto.

Dessa forma, os romanos invadiram a costa africana com resoluta decisão de encerrar a guerra. Aníbal conseguiu retornar para defender sua cidade, mas pouco havia restado do exército experiente da península italiana.

Em 202 a.C., Cartago e Roma se enfrentaram na decisiva Batalha a de Zama, em 202 a.C., onde Cipião Africano, venceu as tropas inexperientes do velho e cansado Barca.

Cartago, derrotada mais uma vez, foi pilhada e grande parte do seu exército foi morto durante os termos da paz.

Diferentemente do final da Primeira Guerra Púnica, a metrópole africana teve que suportar pesadas sanções que arruinariam seu crescimento e ficaria caracterizada pela submissão à cidade vencedora, Roma.

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Destino selado na derradeira grande batalha da Segunda Guerra Púnica: Zama, em 202 a.C. Com a vitória, Roma se tornava a grande potência do Mediterrâneo ocidental (e provavelmente de todo o Mediterrâneo). Créditos: autoria desconhecida.

10. ANÍBAL BARCA E CIPIÃO AFRICANO SE TORNAM AMIGOS

Uma estranha amizade teria surgido do conflito: a amizade de Cipião, que ganhou a honra de ter “Africano” no sobrenome por vencer Cartago, e o próprio Aníbal Barca.

Apesar dos lados opostos, os comandantes se respeitavam e teriam se tornados grande amigos.

Roma empreenderia uma caçada mortal atrás de Aníbal que nunca foi pego. Algumas fontes indicam que Cipião, um importantíssimo político e general de Roma, sempre cuidou para que o velho amigo não fosse descoberto.

Trocavam cartas e Aníbal só deixou de receber a ajuda de Cipião quando o romano faleceu. Aníbal morreria no mesmo ano, em 183 a.C..

Aníbal teria se suicidado com veneno que levava consigo em um anel, para jamais ser capturado pelos romanos, aos quais jurou vingança eterna.


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REFERÊNCIA(S):

BEARD, Mary. SPQR: uma história de Roma Antiga. trad. Luis Reyes Gil. São Paulo: Planeta, 2017.
CUMMINS, Joseph. As Maiores Guerras da História. trad. Vania Cury. Rio de Janeiro: Ediouro, 2012.
GARRAFFONI. Renata Senna. Guerras Púnicas. In.: MAGNOLI, Demétrio (org.). História das Guerras. 5 ed. São Paulo: Contexto, 2011.
GILBERT, Adrian. Enciclopédia das Guerras: Conflitos Mundiais Através do Tempo. trad. Roger dos Santos. São Paulo: M. Books, 2005.
GIORDANI, Mário Curtis. Antiguidade Clássica II: História de Roma. Petrópolis: Vozes, 1965.
GOLDSWORTHY, Adrian. Em nome de Roma: conquistadores que formaram o Império Romano. trad. Claudio Blanc. São Paulo: Planeta do Brasil, 2016.
MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. trad. Antonio Caruccio-Caporale. Porto Alegre: L&PM, 2012.
VINCENTINO, Cláudio; DORIGO, Gianpaolo. História Geral e do Brasil. São Paulo: Scipione, 2002.
WEIR, William. 50 Líderes Militares que Mudaram a História da Humanidade. trad. Roger Maioli dos Santos. São Paulo: M. Books do Brasil Editora Ltda, 2009.
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Autor: Eudes Bezerra

33 anos, pernambucano arretado, bacharel em Direito e graduando em História. Diligencia pesquisas especialmente sobre História Militar, Crime Organizado e Sistema Penitenciário. Gosta de ler, escrever, planejar e principalmente executar o que planeja. Na Internet, atua de despachante a patrão, enfatizando a criação de conteúdo.

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