Guerras Médicas: Causas e batalhas (Resumo)

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Guerras Médicas, conflitos entre gregos e persas, vencido de modo heroico pelos gregos unidos contra a maior potência da época, a Pérsia. Resumo. Créditos: autoria desconhecida.

Guerras Médicas, conflitos entre gregos e persas que poderiam ter alterado substancialmente a sociedade ocidental. De modo habilidoso e heroico, os gregos unidos conseguiram vencer batalhas decisivas contra a potência da época (Pérsia) e garantir o espaço para o florescimento de institutos, como a democracia grega.

A tropa persa foi derrotada em Maratona, em 490 a.C., levando Dario a fazer planos para a conquista total da Grécia.

Em 480 a.C., o plano foi posto em prática pelo seu filho e sucessor Xerxes, mas fracassou fragorosamente quando os gregos derrotaram a frota persa em Salamina e depois o exército persa em Plateia. (WOOLF, 2014, p. 33)

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Boa leitura!

SUMÁRIO

1. O que foram as Guerras Médicas?
2. Guerras Médicas: Primeira Parte
⠀⠀2.1 Interesses em comum e conflitos
⠀⠀2.2 Batalhas, a união grega e o desfecho
⠀⠀2.3 Os dois estrategistas
3. Guerra Médicas: segunda parte
⠀⠀3.1 Xerxes e o início da segunda parte das Guerras Médicas
⠀⠀3.2 Liga de Delos e a continuação da guerra
⠀⠀3.3 Batalha de Salamina
⠀⠀3.4 O líder Pausânias
4. Herança das Guerras Médicas
Referências

1. O QUE FORAM AS GUERRAS MÉDICAS?

As Guerras Médicas, também conhecidas como Guerras Greco-Persas, são nomes dados aos conflitos que ocorreram entre os gregos antigos e o Império Aquemênida dos descendentes de Ciro, o Grande, considerada a primeira super potência da História.

Essa guerra aconteceu durante a colisão entre a fragmentação do mundo político grego, formado por aqueus, dórios, eólios e jônios, e o grande império persa (o maior da época).

A disputa começou pela cidade da Jônia, na Ásia Menor, quando houve a tentativa de algumas colônias gregas se livrarem do domínio persa.

grego e persa lutando nas guerras médicas
Guerreiros persa e grego em combate. Crédito: autoria desconhecida / Wikimedia Commons.

2. GUERRAS MÉRIDAS: PRIMEIRA PARTE

 2.1 Interesses em comum e conflitos

Os persas tinham o objetivo de expandir o seu império, o Império de Aquemênida, seguindo a direção ocidente, e, os gregos continham, por várias vezes, as invasões persas.

Na mesma época, os gregos também estavam a caminho de expandir, principalmente na direção do oriente.

Foi esse movimento de expansão, dos dois lados, que gerou conflitos, disputas e revoltas, iniciadas com a colonização dos gregos em Jônia.

Outro fator muito importante nessa disputa, era a vontade de controlar o comércio marítimo da região, já que era uma atividade fundamental tanto para os persas quanto para os gregos.

Sendo assim, essas disputas iam além do domínio pelas terras, pois o processo de expansão necessitava do controle das rotas marítimas e do comércio.

O controle do Mar Negro e do estreito de Bósforo era essencial para ter a certeza do fornecimento do trigo e de materiais de sobrevivência básica.

Era natural o controle de atividades marítimas para os gregos, por outro lado, os persas também desenvolviam habilidades sobre o oceano para que pudessem se expandir até as terras da Europa Central.

Os persas tinham como aliados os fenícios e egípcios, que também dominavam a navegação (eram mestres na verdade).

imortais persas nas guerras médicas
A elite persa era uma unidade bem armada e disciplinada composta por 10 mil soldados (era bem maior na verdade). O nome Imortais vem do fato de que toda vez que um membro da unidade era posto fora de batalho (ferido ou morto) outro era enviado ao seu lugar. Com isso, dava a impressão de que não terminava nunca, sendo assim chamados de Imortais. Créditos: Filme 300 (EUA; Snyder; 2006).

2.2 Batalhas, a união grega e o desfecho

A primeira Guerra Médica é marcada pela vitória dos gregos após inúmeros conflitos, em que os persas se consagravam vencedores, porém, para vencer uma guerra, é preciso vencer mais do que batalhas.

Portanto, em 490 antes de Cristo, a Grécia vence a primeira Guerra Médica. Atenas conseguiu fazer com que o povo persa se afastasse da região na batalha que foi nomeada de Batalha de Maratona.

O que foi essencial para que a vitória fosse conquistada pelos gregos recai sobre a Liga de Delos.

Ao se ver ameaçada, Atenas, para defender toda Grécia, fez com que todas as cidades-Estados se unissem em uma aliança. Até mesmo a orgulhosa e poderosa cidade-Estado de Esparta fez parte dessa união.

Desta forma, quando as polis gregas se uniram, a vitória contra os persas foi garantida.

2.3 Os dois estrategistas

Os dois estrategistas gregos, Milcíades e Temístocles, disputavam na política e intelectualmente.

Temístocles tinha como objetivo a proteção do Porto de Pireus e investir na marinha, já Milcíades queria criar uma estratégia que defendesse por terra.

A liderança, contra os persas, ficou por conta de Milcíades que deixou sob responsabilidade de Felípedes a tarefa de anunciar em Esparta a chegada dos persas.

Dizem que Felípedes correu mais de 200 quilômetros, em apenas 1 dia, para cumprir essa função.

Finalização: 21 de janeiro/2021. Ou antes. Obrigado pela paciência!

Autor: Eudes Bezerra

33 anos, pernambucano arretado, bacharel em Direito e graduando em História. Diligencia pesquisas especialmente sobre História Militar, Crime Organizado e Sistema Penitenciário. Gosta de ler, escrever, planejar e principalmente executar o que planeja. Na Internet, atua de despachante a patrão, enfatizando a criação de conteúdo.

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