Babilônia: história e características (resumo)

cidade da babilônia
Babilônia, história e características de uma das mais importantes cidades da Antiguidade. Código de Hamurabi, Jardins Suspensos, tudo! Créditos: autoria desconhecida / Fotomontagem: Eudes Bezerra.

 Babilônia, uma das mais ricas e importantes cidades da Antiguidades Ocidental e Oriental. Código de Hamurabi, Lei de Talião, Jardins Suspensos da Babilônia… Um legado precioso para a posterioridade!

A primeira grande manifestação política dos semitas, de que temos notícia, na Mesopotâmia, foi a destruição do reino de Lugalzaggsi e o estabelecimento da dinastia semítica de Agadé por Sargão, o Grande.

Sob essa dinastia, é pela primeira vez, mencionada a cidade da Babilônia: Bâb-Ilu em acádio, isto é, Porta de Deus.

Essa designação correspondia ao vocabulário sumeriano Ka-dingir (porta de Deus). (GIORDANI, 1969, p.142)

Boa leitura!

SUMÁRIO DA BABILÔNIA

1. O que era a Babilônia?
2. Onde fica a Babilônia?
3. Surgimento da Babilônia
4. Primeiro Império Babilônico
5. Código de Hamurabi
6. Segundo Império Babilônico
7. Reinado de Nabucodonosor
8. Civilização babilônica
8.1 Organização social
8.2 Economia
8.3 Cultura
9. Babilônia hoje: um legado inquestionável
Referências

1. O QUE ERA A BABILÔNIA?

Babilônia: história e características da mais rica, imponente e último grande império das sociedades mesopotâmicas.

A Babilônia foi uma das principais cidades da Antiguidade. De fato, esse é um capítulo fundamental para quem deseja compreender a Mesopotâmia, região que é considerada o berço da civilização.

Com o intuito de falar mais sobre esse assunto, vamos apresentar a história da formação da civilização babilônica, indicando sua importância histórica.

Não deixe de conferir!

2. ONDE FICA A BABILÔNIA?

Antes de qualquer coisa, é importante situarmos o local onde ficou essa civilização que foi uma das mais prósperas e organizadas do mundo antigo.

A Babilônia estava situada na parte sul da região conhecida como Mesopotâmia, às margens do rio Eufrates. Também podemos situar essa área entre a Anatólia (Ásia Menor: atuais Turquia e parte da Síria) e a Pérsia (atual Irã).

Atualmente, as ruínas do que um dia foi essa imponente cidade podem ser vistas na cidade de Hila, no Iraque.

Quanto ao nome “Babilônia”, este é originário do termo grego “Babel”, que pode ser traduzido como “confusão”, “algazarra”, além de fazer referência ao famoso episódio bíblico.

Babilônia e babilônios
A suntuosidade da Babilônia encantou todos que por lá passaram, como Alexandre, o Grande. Créditos: autoria desconhecida.

3. SURGIMENTO DA BABILÔNIA

“A Babilônia foi uma das principais cidades da Antiguidade. Nela, estavam concentradas algumas das principais conquistas do mundo antigo em diversas áreas do conhecimento, tais como a astronomia, a arquitetura e o direito.”

Sua fundação remonta ao Império Acádio, conhecido por ser o primeiro império surgido na região da Mesopotâmia.

Assim, podemos dizer que o surgimento da Babilônia ocorreu em aproximadamente 2334 a.C., data que os historiadores aceitam como sendo o início do império dos acadianos.

Contudo, nesse contexto, a Babilônia era apenas uma província, sem muita relevância cultural ou econômica.

É somente por volta do ano 1900 a.C. que essa cidade começa a ganhar relevância, depois dos conflitos que levam à derrubada do Império Acádio.

Depois desse fato, um povo nômade invadiu várias das cidades-estado mesopotâmicas, instaurando seu domínio.

Esse povo eram os amoritas (ou amorreus) e é com ele que a Babilônia passa a ganhar relevância política, cultural e econômica.

4. PRIMEIRO IMPÉRIO BABILÔNICO

Por volta do século XVIII a. C., consumou-se o domínio dos amorreus e surgiu o primeiro Império Babilônico, sob o controle do rei Hamurabi.

Esse rei governou a cidade entre 1792 a.C. e 1750 a.C., conseguindo unificar toda a região sul da Mesopotâmia, expulsando povos como os elamitas, cassitas e gútios.

Hamurabi também promoveu uma série de obras de urbanização na Babilônia, sendo uma das mais conhecidas os famosos zigurates.

Durante o reinado de Hamurabi, a Babilônia passa a ser o centro político e administrativo do império. Um dos grandes legados deixados por esse rei amorreu foi o Código de Hamurabi.

território da Babilônia sob Hamurabi
Suposta extensão territorial da Babilônia durante o reinado de Hamurabi. Créditos: MarioM / Wikimedia Commons.

Esse código é um conjunto de leis talhadas em uma rocha de pouco mais de 2 metros de altura, que se encontra atualmente no Museu do Louvre, em Paris, França.

A seguir, falamos mais sobre ele.

5. CÓDIGO DE HAMURABI

“Além de ser considerado um dos primeiros conjuntos de leis de que se tem notícia, o Código de Hamurabi expressa um esforço de homogeneização e unificação cultural do Império Babilônico.”

O rei Hamurabi se inspirou na Lei de Talião para elaborar suas leis. Na Bíblia, essa lei é expressa pela divisa “olho por olho, dente por dente”.

Ou seja, deveria se aplicar uma pena proporcional a cada crime. Entre os principais crimes visados pelo código, podemos mencionar os seguintes:

  • Difamação;
  • Roubo;
  • Estupro;
  • Crimes comerciais;
  • Invasão ou destruição de propriedades; e o
  • Sequestro.

Há, ainda, muitos artigos tratando de assuntos relativos a costumes, o que expressa um controle social bastante rígido e centralizado.

Muitos dos crimes citados pelo código tinham como pena a morte. Já outros estavam sujeitos ao pagamento de multas em dinheiro ou em propriedades.

código de Hamurabi da Babilônia
O Código de Hamurabi teve a escrita cuneiforme (criada pelos fabulosos Sumérios). Créditos: autoria desconhecida / Museu do Louvre, Paris, França.

6. SEGUNDO IMPÉRIO BABILÔNICO

Nabucodonosor reconstruiu a cidade da Babilônia e restaurou o antigo esplendor dos templos, pontes e muralhas, mas o Império Neobabilônico não sobreviveu muito tempo aos seus fundadores.

O último rei, Nabonido […], mostrou pouco interesse pela política e religião do reino e estava ausente na Arábia quando a Babilônia foi invadida pelo rei Ciro, o Grande, da Pérsia, em 539.

A cidade se rendeu sem luta, dando fim, portanto, ao último império da Mesopotâmia e trazendo uma nova era de domínio persa (WOOLF, 2014, p. 29)

Depois da morte de Hamurabi, a unidade do império começa a ficar ameaçada por sucessivas invasões de outros povos que habitavam a região próxima dos rios Tigre e Eufrates.

Entre 1300 a.C. e 600 a. C., a Mesopotâmia caiu sob o domínio dos assírios, um povo conhecido por seus exércitos organizados e belicosos, que já utilizavam o estanho e o cobre para fazer o entalhe de suas armas.

Mas, mesmo a disciplina militar e o uso de armamentos evoluídos para a época não foram suficientes para resguardar a Assíria da aliança entre os medos e os caldeus.

Do lado do caldeu, o ataque foi liderado por Nabopolassar, que se tornou rei do Segundo Império Babilônico.

Esse monarca governou por apenas 7 anos, sendo sucedido por seu filho, Nabucodonosor.

território da babilônia sob Nabucodonosor
Máxima extensão territorial do Império Neobabilônico sob a liderança de Nabucodonosor. Créditos: Sémhur / Wikimedia Commons.

7. REINADO DE NABUCODONOSOR

Nabucodonosor se tornou rei da Babilônia em 604 a. C, tendo governado seu imenso império por cerca de 42 anos.

É sob o domínio desse monarca que a Babilônia conhece seu esplendor máximo. A cidade da Babilônia se tornou sinônimo de imponência e poder.

A riqueza de seu império se deveu em grande medida à sua habilidade como estrategista militar.

Em seu longo reinado, Nabucodonosor conseguiu conquistar os territórios da Fenícia, da Síria, da região onde hoje é a Palestina e do Elam.

Entre as cidades que caíram sob seu domínio, podemos mencionar pérolas do mundo antigo, como Tiro e Jerusalém.

No reinado de Nabucodonosor, a Babilônia se transformou em uma das mais poderosas cidades da Antiguidade.

Nela, o ambicioso monarca ordenou a construção de obras monumentais, como os famosos Jardins Suspensos da Babilônia, considerados uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo.

Após o reinado de Nabucodonosor, o Império Babilônico cai sob domínio dos persas, comandados por Ciro II (Ciro, o Grande).

Nabucodonosor na Babilônia
Suposta ilustração sobre o histórico rei Nabucodonosor, do Império Neobabilônico. Créditos: autoria desconhecida.

8. CIVILIZAÇÃO BABILÔNICA

Mas, afinal, como estava organizada a sociedade babilônica?

A seguir, mostramos algumas das principais características dessa sociedade.

Veja!

8.1 Organização social

A sociedade babilônica estava organizada em três classes principais. São elas:

  • Awilu: eram os nobres e governantes;
  • Mushkenu: indivíduos livres e não nobres (comerciantes e pequenos proprietários);
  • Wardu: escravos.

8.2. Economia

 “Por ser um local bem próximos a dois grandes rios (Tigre e Eufrates), a economia da Babilônia girou em torno da agricultura.”

 Entre as culturas mais cultivadas pelos babilônios, podemos mencionar a cevada, o linho e o trigo.

No entanto, com o maior desenvolvimento econômico e político da região, a Babilônia também passou a ser o principal polo comercial do Oriente.

8.3 Cultura

Uma das grandes contribuições da civilização que surgiu entre os rios Tigre e Eufrates foi a escrita cuneiforme, desenvolvida para facilitar as tarefas administrativas.

As ciências também foram cultivadas pelos babilônios, em especial a matemática e a astronomia. Atualmente, sabe-se que as observações dos astros feitas pelos sacerdotes babilônios serviram de base para a astronomia grega, árabe e indiana.

9. BABILÔNIA HOJE: UM LEGADO INQUESTIONÁVEL

Para concluir, podemos dizer que é improvável pensar a história da civilização sem mencionar as conquistas dos babilônios.

De fato, foi na antiga Babilônia que foram desenvolvidos saberes e práticas que nortearam a organização social de muitos outros povos posteriores.

Entre esses saberes, podemos mencionar o Direito, a escrita e as ciências.


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REFERÊNCIA(S):

BRAICK, Patrícia Ramos; MOTA, Myriam Becho. História: das cavernas ao terceiro milênio. 3ª ed. reform. e atual. São Paulo: Moderna, 2007.
CLINE, Eric H.; GRAHAM, Mark W.. Impérios antigos: da Mesopotâmia à Origem do Islã. trad. Getulio Schanoski Jr.. São Paulo: Madras, 2012.
GIORDANI, Mário Curtis. História da Antiguidade Oriental. 13 ed. Petrópolis: Vozes, 1969.
NEWARK, Tim. História Ilustrada da Guerra: Um estudo da evolução das armas e das táticas adotadas em conflitos, da Antiguidade à Guerra de Secessão dos Estados Unidos, no século XIX. trad. Carlos Matos. São Paulo: Publifolha, 2011.
RATHBONE, Dominic. História ilustrada do mundo antigo: Um estudo das civilizações da Antiguidade, do Egito dos faraós ao Império Romano, passando por povos das Américas, da África e da Ásia. trad. Clara Allain. São Paulo: Publifolha, 2011.
VINCENTINO, Cláudio; DORIGO, Gianpaolo. História Geral e do Brasil. São Paulo: Scipione, 2002.
WOOLF, Alex. Uma nova história do mundo. São Paulo: M. Books do Brasil Editora Ltda, 2014.
RATTINI, Kristin Baird. Wer war Hammurabi?. Acesso em: 10 jan. 2021.
IMAGEM(NS):
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Autor: Eudes Bezerra

33 anos, pernambucano arretado, bacharel em Direito e graduando em História. Diligencia pesquisas especialmente sobre História Militar, Crime Organizado e Sistema Penitenciário. Gosta de ler, escrever, planejar e principalmente executar o que planeja. Na Internet, atua de despachante a patrão, enfatizando a criação de conteúdo.

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